saúde Bolsonaro apresenta estado febril e tem alta médica adiada, diz boletim

Por: Correio Braziliense

Publicado em: 04/02/2019 17:12 Atualizado em:

Foto: Jair M. Bolsonaro/Twitter
Foto: Jair M. Bolsonaro/Twitter
Após apresentar elevação da temperatura para 37,3º e alterações em exames laboratoriais durante a noite deste domingo (3), o presidente Jair Bolsonaro realizou tratamento com antibióticos, conhecido como antibioticoterapia. Por conta do novo quadro, a alta médica, prevista para para esta quarta-feira (6), foi adiada para próxima segunda-feira (11). As informações estão presentes no novo boletim médico divulgado nesta segunda-feira (4).

Segundo os médicos, o presidente realizou, ainda, novos exames de imagem que detectaram "uma coleção líquida" na região do intestino onde se localizava a bolsa de colostomia. Ainda de acordo com o boletim, após os procedimentos, Bolsonaro apresenta estado afebril, sem dor e em está em jejum oral, se alimentando por meio de sonda gástrica e nutrição parenteral.

Segundo os médicos, Bolsonaro já apresentou movimentos intestinais e dois episódios de evacuação, e segue realizando os exercícios de recuperação.

Confira a íntegra do boletim médico desta segunda-feira (4)

São Paulo, 4 de fevereiro de 2019.

O excelentíssimo Presidente da República, Jair Bolsonaro, está internado em Unidade
de Cuidados semi-intensivos do Hospital Israelita Albert Einstein. Apresentou, ontem à
noite, elevação da temperatura (37,3 °C) e alteração de alguns exames laboratoriais. Foi
iniciado antibioticoterapia de amplo espectro e realizados novos exames de imagem.
Identificou-se uma coleção líquida ao lado do intestino na região da antiga colostomia.

Foi submetido à punção guiada por ultrassonografia e permanece com dreno no local.
Está no momento sem dor, afebril, em jejum oral, com sonda nasogástrica e nutrição
parenteral exclusiva. Já apresenta movimentos intestinais e teve dois episódios de
evacuação. Segue realizando exercícios respiratórios e de fortalecimento muscular no
quarto.

Por ordem médica, as visitas permanecem restritas.

Antônio Luiz Macedo, cirurgião
Leandro Echenique, cardiologista
Miguel Cendoroglo, diretor superintendente do Hospital Israelita Albert Einstein


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