congresso Câmara vive clima de campanha eleitoral

Por: AE

Publicado em: 31/01/2019 08:47 Atualizado em:

Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
Totens em tamanho real, distribuição de panfletos e maratona de colagem de adesivos nas portas dos gabinetes mostram que a Câmara dos Deputados entrou em ritmo de campanha a dois dias da eleição para a Mesa Diretora.

Quem chegava ao Congresso na manhã desta quarta-feira (30) pela entrada principal, conhecida como Chapelaria, era recebido por um cartaz em tamanho real com a imagem do deputado João Henrique Caldas (PSB-AL), que disputa a presidência da Casa. 

Pelos corredores, cabos eleitorais distribuíam panfletos não apenas para os que buscam a liderança, mas também para os que concorrem a outras posições na Mesa, como os da deputada Soraya Santos (PR-RJ) e Fernando Giacobo (PR-PR), ambos pela primeira-secretária.

Em seu panfleto, Giacobo promete atendimento personalizado aos outros 512 deputados, além de "modernização administrativa e tecnológica de todos os setores".

Também candidato à presidência da Casa, o deputado Fábio Ramalho (MDB-MG) distribuiu banners e panfletos com os dizeres "Diálogo, harmonia, simplicidade, compromisso e democracia". 

Conhecido por oferecer refeições em seu gabinete - como ocorreu nesta quarta -, principalmente durante longas votações, Ramalho esteve recentemente no Palácio do Planalto, onde se reuniu com o presidente Jair Bolsonaro. Levou uma sacola com queijos e goiaba.

Mas o PSL, partido de Bolsonaro, é uma das legendas que declararam apoio a Rodrigo Maia (DEM-RJ), candidato à reeleição e favorito na disputa.

O atual presidente da Câmara pode ter ao seu lado 15 partidos, que juntos totalizam mais de 300 deputados. Aliados dão como certa a recondução dele e falam em vitória em primeiro turno, mesmo prevendo uma margem de "traição" dentro destas legendas. 

Na campanha, Maia viajou para buscar apoios em São Paulo, Goiás e outros Estados, além de preferir as redes sociais. 

Pelo Instagram, fez uma lista dos seus dez compromissos "para uma Câmara independente". Entre os itens, a promessa da pauta antecipada para ajudar os deputados a se prepararem para os debates no plenário. Maia também listou como número sete da sua lista a transparência máxima para o banco de dados da Câmara. 

Espaço na Mesa

Com a expectativa da reeleição, Maia deve abrir espaço para ao menos nove partidos nas cadeiras disponíveis na Mesa Diretora, em sua chapa. 

O presidente nacional do PRB, Marcos Pereira, foi aclamado na terça-feira, em reunião da bancada, como o nome da legenda para disputar a primeira vice-presidência. 

O presidente do PSL, Luciano Bivar (PE), deve ficar com a segunda-vice-presidência, seguindo o acordo feito entre o partido e Maia, em janeiro.

Em troca pelo apoio da bancada, o PSL ficou com o comando de duas comissões importantes, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e a de Finanças e Tributação (CFT), além da segunda- vice-presidência da Câmara. 

O PR quer se manter na Primeira-Secretaria. Mas há disputa interna entre o atual ocupante do posto, Giacobo e a deputada Soraya Santos, que tem o amplo apoio da bancada feminina. 

Nas outras três secretarias, o PP de Arthur Lira (AL), que desistiu de concorrer à Presidência, deve ter uma cadeira. 

Devem disputar a vaga os deputados Hiran Gonçalves (AM) ou André Fufuca (MA).

O PSD quer colocar Fabio Faria (RN) e o PDT tem dois nomes para emplacar, Dagoberto Nogueira Filho e Mario Heringer (MG). Em relação às quatro suplências disponíveis, a tendência é se dividam entre MDB, PT e PSDB.

Todos os cargos, no entanto, permitem candidaturas avulsas de deputados e o cenário pode mudar na última hora. 

Além de Maia, seguiam na disputa pela Presidência da Câmara até a tarde de ontem Ricardo Barros (PP-PR), João Henrique Caldas (PSB-AL), Fábio Ramalho (MDB-MG), Marcelo Freixo (PSOL-RJ), Marcel van Hattem (Novo) e General Peternelli (PSL).

Trâmite

A eleição da Mesa Diretora, marcada para sexta-feira (1), será presidida por Gonzaga Patriota (PSB-PE). Todos os cargos permitem candidaturas avulsas de deputados, ou seja, eles podem ser indicados por blocos parlamentares.


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