Guarda Municipal Marília Viana diz que Prefeitura do Recife já tem armas e munição Representante do Movimento Independente da Guarda frisa que categoria só precisa de qualificação

Por: Aline Moura - Diario de Pernambuco

Publicado em: 03/01/2019 20:03 Atualizado em: 03/01/2019 23:09

Segundo Marília Viana, prefeitura não precisaria ter gastos com armamento e munição. Foto: Arquivo pessoal
Segundo Marília Viana, prefeitura não precisaria ter gastos com armamento e munição. Foto: Arquivo pessoal

Representante do Movimento Independente da Guarda Municipal, Marília Viana diz que o dever de armar a categoria está na Lei federal 13022/2014. Segundo ela, a demanda é quase um consenso entre os 1.800 profissionais que trabalham na área no Recife. Ela diz ser inviável que um guarda faça qualquer abordagem sem a posse de uma arma, porque, numa situação de emergência, é preciso fazer o uso progressivo da força.

Marília ainda informou que a prefeitura já tem pistolas 380 e revólveres 38, de maneira que não haveria necessidade de o governo usar novos recursos públicos. Os reparos dos equipamentos e a renovação não foram citados pela representante da categoria. “Eu concordo com o prefeito quando ele diz que a guarda tem o dever de fazer a prevenção, mas é necessário o armamento. Em alguma hora, a gente precisa participar do ostensivo, porque vai ter que intervir”.

Segundo Marília Viana, o agente de segurança “é o último que quer atirar em alguém”, por isso a importância de capacitação, o que ainda falta. “Na Guarda do Recife, a gente já tem armamento e munição. Só falta a capacitação cobrada pela Polícia Federal. Você não pode fazer uma abordagem a alguém que pode estar armado sem armas. A gente vive num cenário que qualquer moleque está armado”, destacou, lembrando que os guardas presenciam agressões a funcionários públicos e depredação de patrimônio ser devidamente temido.

De acordo com Marília, no município do Cabo de Santo Agostinho, os profissionais ajudaram a reforçar o trabalho da Polícia Militar. “No seu primeiro ano de funcionamento, a guarda do Cabo fez 500 prisões e não precisou dar um único disparo de arma de fogo”. 



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