Posse 'Ninguém folga neste final de semana', diz Paulo Câmara Governador reeleito frisa ter equipe motivada e disposta a usar a criatividade para devolver, segundo ele, os empregos que a crise econômica tirou dos pernambucanos

Por: Cláudia Eloi - Diario de Pernambuco

Publicado em: 02/01/2019 21:09 Atualizado em: 02/01/2019 21:29

Com semblante otimista, governador disse que fará muitas entregas em 2019. Foto: Nando Chiappetta/DP
Com semblante otimista, governador disse que fará muitas entregas em 2019. Foto: Nando Chiappetta/DP

Numa solenidade bastante prestigiada, ocorrida nos jardins do Palácio do Campos das Princesas, o governador Paulo Câmara (PSB), deu posse nesta quarta-feira (2) aos novos secretários. No total, 22 gestores foram oficialmente empossados, além das chefias de gabinete, de projetos estratégicos, da Casa Militar e da Procuradoria-Geral do Estado. Em seu discurso, o socialista repetiu uma frase que costumava dizer ao longo da campanha eleitoral e que agora serviu para avisar ao “novo time” a necessidade de usar a “criatividade” para prestar um serviço de qualidade à população, principalmente aos mais necessitados, sem onerar os cofres públicos. “Vamos trabalhar fazendo cada vez mais com menos. Melhorando a gestão e elevando os serviços de qualidade ao povo pernambucano”, enfatizou.

Paulo Câmara afirmou que, junto da vice-governadora Luciana Santos (PCdoB), trabalharia em sintonia com os demais poderes, ao lado da sociedade, ouvindo, trabalhando e falando o que precisa ser dito sem esquecer de cobrar resultados. “Quero enfatizar que as ações continuam para trabalharmos por obras que levem água e saneamento básico, seja nas cidades e na Zona Rural. Os investimentos vão continuar de forma programática, planejada e acima de tudo focando naqueles que mais precisam”, prometeu o governador.

Num momento em que o país enfrenta uma dramática crise do desemprego, com quase 13 milhões de brasileiros fora do mercado de trabalho, Paulo Câmara destacou que, neste seu segundo mandato, não medirá esforços para o estado voltar se transformar num canteiro de obras. “Vamos cobrar que as coisas aconteçam da forma que devem acontecer. Faremos ações em todas as áreas conversando com todos os segmentos para que Pernambuco possa gerar emprego, devolver aos pernambucanos os empregos que a crise tirou. Fazendo programa de políticas públicas que cheguem a todos”, enfatizou o socialista.

Em entrevista à imprensa após a posse dos secretários, o governador falou sobre a expectativa em relação à nova equipe. “Montamos um conjunto com pessoas experientes no serviço público e ao mesmo tempo com muita vontade de fazer as coisas acontecerem, de melhorar os serviços à população, fazer políticas que possam chegar a todas as regiões de Pernambuco para gerar emprego”, disse o governador.

De acordo com Paulo Câmara, o trabalho daqui por diante será intensificado sem folga inclusive neste final de semana. “Ninguém folga no final de semana. A gente vai ter reunião de secretariado, vai ter visita no interior. A gente vai ao longo do mês de janeiro todo trabalhar muito. O planejamento do próximo ano vai sair dessas conversas e acima de tudo das priorizações que vamos fazer em consonância com aquilo que a gente apresentou à população”, avisou.

Ao falar sobre as primeiras impressões do governo Bolsonaro, Paulo Câmara avaliou que o novo presidente não fugiu ao roteiro traçado na campanha eleitoral. “Não vi nenhuma surpresa apresentada pelo presidente Bolsonaro. Espero que a gente tenha oportunidade mais a frente de apresentar agendas de Pernambuco e do Nordeste que sejam amplamente debatidas no governo federal”, pontuou.

Sobre a possibilidade de privatização do sistema Eletrobras, anunciado pelo governo federal, o governador afirmou que essa é uma discussão a ser travada, mas adiantou que ele faz objeção principalmente por conta da venda da Companhia Hidroelétrica do São Francisco (Chesf). “Vender a Chesf é privatizar o Rio São Francisco. Estamos dispostos a conversar e esperamos ser ouvidos. O grande problema do último processo da Eletrobras é que ninguém foi ouvido e sem ouvir fica difícil construir consensos”, criticou Paulo Câmara.  



Os comentários abaixo não representam a opinião do jornal Diario de Pernambuco; a responsabilidade é do autor da mensagem.