posse Mil militares e 20 aeronaves garantirão segurança no espaço aéreo na posse Na área vermelha, em um raio central de 7km, ficarão concentrados mísseis antiaéreos portáteis

Por: Correio Braziliense

Publicado em: 28/12/2018 21:02 Atualizado em:

Foto: Vinicius Santos/CB/D.A Press
Foto: Vinicius Santos/CB/D.A Press
A segurança do presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), terá um vasto efetivo para controle de ameaças aéreas. Durante a posse, o Comando de Operações Aeroespaciais (Comae) atuará com mais de 1 mil militares e 20 aeronaves para garantir interceptações ou até destruição de aeronaves. Atuarão em um raio de 130 quilômetros a partir da Praça dos Três Poderes em três áreas: vermelha, amarela e branca. 
 
A maior parte das aeronaves será composta por caças F5-E, aeronaves supersônicas que farão a defesa dentro de um perímetro de 123km, entre as áreas branca e amarela, de fora para o centro do raio. São modelos capazes de se contrapor a uma aeronave de alta performance, o que, para a FAB, é uma ameaça pouco provável. O combate a eventuais aeronaves pequenas será feito pelos “supertucanos”, o A-29, que sobrevoarão em média e baixa altitude.

Na área vermelha, em um raio central de 7km, ficarão concentrados mísseis antiaéreos portáteis. Eventuais disparos serão feitos manualmente por militares, não aeronaves. Serão empregados dois tipos de munições. Um deles é o míssil de ombro termal, que, quando disparado, voa contra um emissor de temperatura, no caso o motor da aeronave alvo. O outro é um míssil guiado por laser, disparado de um pequeno tripé após apontamento feito em direção ao alvo.

O efetivo na área vermelha contará com aproximadamente 130 militares treinados para o disparo. Estarão divididos em 12 posições de tiros. Em cada uma, é possível ter mais de um míssil. Haverão militares posicionados no topo dos ministérios, para facilitar a visualização, e próximo ao Lago Paranoá, na região norte. O trabalho será auxiliado por duas aeronaves E-99, que sobrevoarão o espaço aéreo com radares. Mesmo ameaças rasantes não conseguirão se esconder da tecnologia rastreadora.

Qualquer disparo que possa vir ser feito ocorrerá somente após o esgotamento de todos os esforços. Dentro das áreas branca e amarela, a meta é interceptar. “Vamos tentar todas as medidas possíveis, como mandar o piloto do caça balançar a asa da aeronave, ou até dar tiro de aviso, que é feito ao lado da aeronave para que veja que está na iminência de ser abatida”, garantiu nesta sexta-feira (28/12) o comandante do Comae, major-brigadeiro do Ar Ricardo Cesar Mangrich.

A eventual autorização de disparo será dada pelo comandante da Aeronáutica, tenente-brigadeiro do Ar, Nivaldo Luiz Rossato. Por meio de um decreto publicado nesta sexta-feira (28), no Diário Oficial da União, o presidente Michel Temer delegou ao chefe da FAB a responsabilidade do comando sobre os mísseis. “Se captarmos uma situação hostil e perigosa, passarei a informação ao comandante, que romperá o lacre de um envelope, me dará a palavra código para autenticação e, só assim, darei a ordem”, disse Mangrich.

Entre os 130 militares aptos a disparar mísseis estão membros da Aeronáutica e do Exército, comandados pelo comandante do 11º Grupo de Artilharia Antiaérea, tenente-coronel Marcos César Oliveira de Assis. O batalhão se planeja para a ocasião desde que as ameaças se intensificaram, após o atentado contra Bolsonaro, em 6 de setembro, em Juiz de Fora (MG), durante a campanha eleitoral.

O planejamento estratégico para a ocasião foi intensificado sobretudo em razão do grau de risco de ameaça a Bolsonaro. “É feito preparação, análise de risco e verificação das condições do terreno”, destacou César. A experiência em grandes eventos foi um diferencial para o auxílio do 11º Grupo de Artilharia Antiaérea. “Até a data de hoje estamos todos voltados para planejamentos e preparações para o dia 1º”, acrescentou o tenente-coronel.


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