Política Processo de Bolsonaro contra Jean Wyllys por calúnia é arquivado Em entrevista, o parlamentar do PSOL se referiu ao então deputado como 'fascista', 'ignorante', 'desqualificado', 'racista' e 'canalha'

Por: AE

Publicado em: 01/12/2018 18:40 Atualizado em:

O caso foi distribuído a Celso de Mello, que determinou a extinção da punibilidade da denúncia. Foto: Arquivo/Agência Brasil
O caso foi distribuído a Celso de Mello, que determinou a extinção da punibilidade da denúncia. Foto: Arquivo/Agência Brasil

O ministro e decano do Supremo Tribunal Federal, Celso de Mello, arquivou processo movido pelo presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) contra o deputado federal Jean Wyllys (PSOL). A ação de injúria e calúnia é baseada em uma entrevista que o parlamentar concedeu ao jornal cearense O Povo, em agosto do ano passado.

A queixa-crime foi apresentada por Gustavo Bebianno, à época advogado de Bolsonaro e hoje indicado para a Secretaria-Geral da Presidência. Segundo ele, apesar de Jean Wyllys não ter citado Bolsonaro nominalmente, teria se referido ao então deputado como "fascista", "burro", "ignorante", "desqualificado", "racista" e "canalha".

O pedido destacava que Wyllys teria cometido calúnia quando comentou, durante a entrevista, que Bolsonaro recebeu uma quantia ilegal da JBS. Durante a apresentação da denúncia, a assessoria de Jean Wyllys afirmou 'categoricamente' que o deputado não teria cometido nenhum ato ilícito.

O caso foi distribuído a Celso de Mello, que determinou a extinção da punibilidade da denúncia. A causa é concedida em casos de decadência (perda do direito da vítima em oferecer a queixa), perempção (abandono ou inércia na movimentação do processo), prescrição ou renúncia da queixa.


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