Política Bolsonaro diz que vai acabar com 'festa da multa' em órgãos ambientais Presidente eleito criticou supostos excessos de órgãos como o Ibama e o ICMBio na punição de produtores rurais

Publicado em: 01/12/2018 14:49 Atualizado em:

O militar afirmou que bons nomes estão sendo analisados, mas que ainda não decidiu quem será o ministro. Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil
O militar afirmou que bons nomes estão sendo analisados, mas que ainda não decidiu quem será o ministro. Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

O presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) afirmou neste sábado (1) que em seu governo não vai permitir o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama) "sair multando a torto e a direito". Ele disse que será um defensor da área do meio ambiente, mas que a "festa" das multas de órgãos ambientais vai acabar. 

Bolsonaro participou de solenidade de formatura na Academia Militar das Agulhas Negras, na cidade de Resente, no Rio de Janeiro. Ao deixar o local, o capitão reformado foi perguntado sobre qual será o nome escolhido para a pasta do Meio Ambiente – um dos poucos ministérios que não tem seu chefe definido. 

O militar afirmou que bons nomes estão sendo analisados, mas que ainda não decidiu quem será o ministro. O presidente eleito avaliou que em seu governo será importante acabar com as brigas entre os ministérios da Agricultura e Meio Ambiente. 

"Não haverá mais aquela briga. Sou defensor do meio ambiente. Mas não dessa forma xiita como acontece, não" afirmou. "Não vou mais admitir o Ibama sair multado a torto e a direito por aí, bem como o ICMBio (Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade). Essa festa vai acabar", disse Bolsonaro. 

Segundo ele, as políticas indigenistas e ambientalistas no Brasil não funcionam em benefício do país, mas em “prol de interesses extraterritório". "Podemos ter um Japão dentro do Brasil. Por que não temos? Porque há uma política completamente equivocada indigenista e ambiental. Temos tudo para ser uma grande nação. Mas, por causa de uma política tacanha e mesquinha, que é potencializada na questão ambiental, continuamos aqui patinando na economia”, afirmou.


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