governo de transição Temer diz que acerto na escolha de ministros está sendo reconhecida Temer lembrou que o momento eleitoral já passou e defendeu que todos, governo e oposição, devem se unir em torno de um bem comum

Por: Agência Brasil

Publicado em: 29/11/2018 12:10 Atualizado em:

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
O presidente Michel Temer disse nesta quinta-feira (29) que o fato de “mais de nove” ministros que trabalham ou trabalharam em seu governo já terem sido aproveitados para compor a equipe do presidente eleito Jair Bolsonaro ou de governos estaduais, significa que ele acertou nessas escolhas.

Ao discursar na cerimônia de lançamento de editais de privatização de 12 aeroportos, da Ferrovia Norte-Sul e de quatro terminais portuários pelo Programa de Parceiras de Investimentos (PPI), no Palácio do Planalto, o presidente disse que “está deixando um exemplo para a cultura política do Brasil” ao ter dado continuidade a programas bem-sucedidos de governos passados, como o Bolsa Família e o Minha Casa Minha Vida.

Temer lembrou que o momento eleitoral já passou e defendeu que todos, governo e oposição, devem se unir em torno de um bem comum. “Além de tudo que fizemos, queremos deixar esse exemplo. Temos que torcer pelo sucesso do governo Bolsonaro porque o sucesso dele é o sucesso o Brasil”, destacou sob aplausos.

Temer disse ainda que nunca se preocupou com a baixa popularidade de seu governo, apontada por pesquisas. Ele lembrou também que logo que assumiu a Presidência da República, foi aconselhado por um dos membros do Conselhão. “Aproveite a sua impopularidade e faça tudo que o Brasil precisa, e eu fiz”, afirmou.

O presidente fez críticas às pessoas que, segundo avaliou, “pregam equivocadamente uma nova Constituição, uma Constituinte nova”, sob a justificativa de que o país enfrenta uma situação administrativa, politica e ética desastrosas e que um novo Estado precisaria ser criado.

Para o presidente, há ainda uma convicção, também equivocada, de que quem resolve os problemas é a lei e não a ação governativa. “Eu me recordo como Constituinte que fui, que quando se discutia o texto constitucional, a impressão que se passava era de quando surgisse uma nova Constituição não haveria mais problema nenhum, e não é assim. Quando você assume o poder, você produz atos normativos ou administrativos que não resultam em um fato positivo no dia seguinte, leva um tempo”, destacou.

“O que fizemos hoje não vamos desfrutar, o resultado vem mais adiante. A reforma trabalhista, o teto dos gastos públicos, a adequação e moralização das estatais, que passaram a dar frutos, isso tudo esperávamos que acontecesse mais pra frete, mas estão acontecendo agora. Esse reconhecimento já se iniciou nesse momento, porque tivemos a modéstia de saber que nosso dever era trabalhar pelo Brasil, não pelo Brasil do nosso governo, mas de todos os brasileiros”, afirmou.


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