corrupção Desde o começo, Lava-Jato prendeu 180 pessoas no Rio de Janeiro Esquema investigado pela operação se aprofundou no estado e atingiu integrantes da cúpula do Legislativo e Executivo local

Por: Correio Braziliense

Publicado em: 29/11/2018 10:14 Atualizado em:

Além de Pezão, acusado de chefiar uma organização criminosa especializada na lavagem de dinheiro, entre outros crimes, outras oito pessoas foram alvos de mandados expedidos pela Justiça. Foto: Mauro Pimentel/AFP
Além de Pezão, acusado de chefiar uma organização criminosa especializada na lavagem de dinheiro, entre outros crimes, outras oito pessoas foram alvos de mandados expedidos pela Justiça. Foto: Mauro Pimentel/AFP
Com a prisão do atual governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão (MDB), na manha desta quinta-feira (29/11), a força-tarefa da Lava-Jato no estado alcança a marca de 180 alvos levados para a cadeia. De acordo com os delegados que atuam nas investigações, ao todo 299 mandados, entre ordens de reclusão e de busca e apreensão foram cumpridos desde o início da operação na região.

Além de Pezão, acusado de chefiar uma organização criminosa especializada na lavagem de dinheiro, entre outros crimes, outras oito pessoas foram alvos de mandados expedidos pela Justiça. Após se concentrar no Paraná, a Lava-Jato ganhou novos rumos no Rio de Janeiro, atingindo o Executivo e a Assembleia Legislativa do Estado.

O delegado da PF Alexandre Camões Bessa, que coordena as investigações contra o esquema de Pezão, ele recolhia propina de empresas que prestavam serviço ao estado. "O dinheiro era recolhido entre empresas e prestadores e entregues a operadores", destacou Bessa. A operação envolve 150 policiais federais no Rio. Foram expedidos 30 mandados de busca e apreensão e 9 de prisão preventiva expedidos pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ). Até o momento, 9 detenções foram efetivadas.

Os atos de corrupção ocorrem em um momento que o Rio sofre com grave aumento da violência e falência dos serviços públicos, como a saúde. Servidores públicos registram atrasos nos pagamentos e hospitais funcionam com falta de leitos, medicamentos e profissionais. 


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