STF Fachin arquiva inquérito que investiga ministro do TCU citado em delações da Odebrecht Ex-senador pelo MDB paraibano, Vital do Rêgo Filho foi citado como um dos beneficiários de um esquema de vantagens indevidas, supostamente solicitadas pelo ex-presidente da Transpetro, Sérgio Machado

Por: AE

Publicado em: 05/11/2018 19:10 Atualizado em:

O ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal. Foto: Sergio Lima/AFP (Foto: Sergio Lima/AFP)
O ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal. Foto: Sergio Lima/AFP
O ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu arquivar um inquérito instaurado no âmbito da delação da Odebrecht que investigava o ministro Vital do Rêgo Filho, do Tribunal de Contas da União (TCU). A decisão de Fachin atende a pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR), que solicitou o arquivamento da apuração.

Ex-senador pelo MDB paraibano, Vital foi citado por delatores da Odebrecht como um dos beneficiários de um esquema de vantagens indevidas, supostamente solicitadas pelo ex-presidente da Transpetro, Sérgio Machado, que também fez acordo de colaboração. Vital deixou o Senado Federal em 2014, quando tomou posse no TCU.

Segundo José de Carvalho Filho, ex-diretor de Relações Institucionais da Construtora Norberto Odebrecht, foi feito pagamento de R$ 350 mil a pretexto de campanha de Vital do Rêgo Filho.

Ao longo da apuração, os depoimentos dos colaboradores da Odebrecht "mostraram-se isolados" e não permitiram uma "linha investigativa suficiente e juridicamente capaz" de manter em curso o inquérito.

"O pronunciamento da titular da ação penal, diante do lastro empírico existente nos autos, é no sentido da inexistência de justa causa à continuidade dos atos de persecução em desfavor Vital do Rêgo Filho. (...) Sem embargo, ressalto que a determinação de arquivamento, atendida em razão da ausência de provas suficientes de prática delitiva, não impede a retomada das apurações caso futuramente surjam novas evidências", escreveu Fachin, em decisão assinada na última quarta-feira (31).

Procurado por e-mail, o gabinete do ministro não havia se manifestado sobre a decisão de Fachin até a publicação deste texto.


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