Investigação PF deflagra a segunda fase da Operação Abismo Prefeito do Cabo Lula Cabral, preso por preventiva na primeira ação, no último dia 19, permanece no Cotel, em Abreu e Lima

Por: Diario de Pernambuco

Publicado em: 31/10/2018 07:52 Atualizado em: 31/10/2018 08:03

Foto: Camila Pifano/Esp.DP
Foto: Camila Pifano/Esp.DP
A Polícia Federal deflagou nesta quarta-feira (31) a segunda fase da Operação Abismo, que investiga esquema de fraude envolvendo o instituto de previdência dos servidores do Cabo de Santo Agotinho. No último dia 19, na primeira fase da ação, o prefeito do Cabo, Lula Cabral foi preso sob suspeita de ordenar a transferência de R$ 90 milhões do fundo do instituto para um fundo de origem duvidosa, que colocou em risco a aposentadoria dos servidores.  Além de Cabral, foram presas outras 21 pessoas e cumprido 42 mandados de busca e apreensão. 

Nesta quarta, estão sendo cumpridos dez mandados de busca e apreensão, uma prisão preventiva, sendo nove em Pernambuco e uma no estado de Goiás. A prisão preventiva é de um empresário em Goiás. Um total de 80 policiais federais trabalham na operação. Estão sendo apreendidos nos locais, alvos das buscas, documentos, veículos, mídias de computador, dinheiro e todo o material vai subsidiar as investigações já em andamento. 

Os locais de busca em Pernambuco são Cabo de Santo Agostinho, distrito industrial de Suape, Porto de Galinhas, Reserva do Paiva, Boa Viagem e Jaboatão dos Guararapes. As investigações da Operação Abismo tiveram início em março deste ano. 

Na segunda (22), também foram renovadas por mais cinco dias todas as prisões temporárias efetuadas na Operação Abismo. Os materiais apreendidos nos outros cinco estados e no Distrito Federal durante a ação policial também começaram a chegar ao Recife no mesmo dia. Dentre as apreensões estão quantias em dinheiro, carros de luxo, equipamentos de informática e documentos fiscais. Segundo a PF, a investigação segue sendo feita sob sigilo, o que impede o repasse de mais informações.

Segundo a PF, continuam sendo investigados outros empresários, lobistas, advogados, políticos e religiosos. As investigações sobre o esquema fraudulento tiveram início em março deste ano e, segundo os dados coletados pela PF, os fundos de investimento compostos por ativos “podres” tinham grande probabilidade de inadimplência futura, colocando em risco o pagamento da aposentadoria dos servidores do município. 

O Tribunal Regional Federal da 5ª Região já autorizou o sequestro e bloqueio de bens e valores depositados em contas em nome dos investigados. Os crimes que estão sendo imputados aos suspeitos são de lavagem de dinheiro, associação criminosa, crimes financeiros, corrupção ativa e passiva, cujas penas ultrapassam os 30 anos de reclusão.





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