Entrevista 'A constituição deve ser a nossa Bíblia na terra', diz Bolsonaro ao JN Quando questionado sobre a violência contra a população LGBT, o presidente afirmou que 'qualquer agressão contra um semelhante deve ser punida e a pena agravada'

Por: Diario de Pernambuco

Publicado em: 29/10/2018 21:50 Atualizado em: 29/10/2018 22:02

Foto: Reprodução/Youtube
Foto: Reprodução/Youtube
Na noite desta segunda-feira (29), o presidente eleito Jair Messias Bolsonaro (PSL), disse em entrevista ao Jornal Nacional que irá respeitar a Constituição Federal, a liberdade de imprensa e pediu um voto de confiança dos eleitores que não votaram nele. 

"Quero dizer aos que não votaram em mim que nós estamos no mesmo barco. Se o Brasil não sair dessa crise economica, todos nós sofreremos. O que está faltando é a união de todos. Não podemos deixar essa situação. Nós vamos tratar todos iguais", disse.  

Quando questionado sobre a violência contra a população LGBT, o presidente afirmou que qualquer agressão contra um semelhante deve ser punida e a pena agravada. Lembrou do material didático de combate à homofobia que ele insiste em chamar de "Kit Gay" ligando ao candidato derrotado nas eleições Fernando Haddad (PT). Falou que obteve votos de homofóbicos pelas declarações que chegou a fazer e lembrou também de um seminário sobre Educação LGBT para crianças, tendo este nunca ocorrido na Câmara dos Deputados. 

Sobre a liberdade de imprensa, Bolsonaro falou ser favorável, mas criticou o Jornal Folha de São Paulo ao lembrar do caso da funcionária Walderice Santos da Conceição. "Ações como essa, logicamente, não posso considerar essa imprensa digna. Imprensa que se comportar dessa maneira, não terá apoio do Governo Federal", alertou. 

Na declaração de "banir a petralhada" que chegou a falar algumas vezes nas apresentações públicas, entre elas, na Avenida Paulista, Bolsonaro reconheceu que foi um discurso inflamado e justificou: "Logicamente eu estava me referindo a cúpula do PT. Vimos o candidato do partido dizendo que a crise só terminaria quando Lula assumisse a presidência, disse.  
  
Na entrevista, o presidente eleito reforçou o interesse em ter o Juiz Sérgio Moro como ministro do seu governo, mas disse que ainda não sabe ao certo qual seria a pasta. "O Juiz Sérgio Moro é um simbolo da justiça no Brasil, mas perdeu a liberdade. É um homem que tem que ter o seu trabalho reconhecido. Pretendo convidá-lo, abrindo uma pasta no STF ou Justiça. É um homem que tem um trabalho exemplar e a corrupção tem que ser banida no Brasil", contou.


 


Os comentários abaixo não representam a opinião do jornal Diario de Pernambuco; a responsabilidade é do autor da mensagem.