Violência Servidora pública agredida por eleitores de Bolsonaro presta queixa em delegacia A agressão ocorreu no domingo durante a apuração da eleição em um bar no bairro de Cajueiro, no Recife

Por: Diario de Pernambuco

Publicado em: 11/10/2018 12:22 Atualizado em: 11/10/2018 13:57

Foto: Reprodução/Twitter
Foto: Reprodução/Twitter
A servidora pública Paula Pinheiro Ramos Pessoa Guerra, conhecida como Pipa, 37 anos, vai prestar queixa no início da tarde desta quinta-feira (11) sobre a agressão que sofreu no último domingo, dia de eleição. Paula foi brutamente espancada e teve o punho quebrado, após ser espancada por dois homens e uma mulher no domingo (7), no bar O Pioneiro da Fava, no bairro de Cajueiro, no Recife. O caso foi denunciado por amigos da vítima pelas redes sociais nesta quarta-feira (10). Paula foi operada e precisou colocar uma placa no pulso. 

De acordo com denúncia da amiga, produtora cultural Érica Santos, a agressão teria partido de apoiadores do candidato à presidência pelo partido PSL, Jair Bolsonaro. Segundo ela, Pipa estava usando bottons e adesivos em apoio ao candidato Ciro Gomes (PDT) e com as palavras do movimento "Ele Não". Os dois homens e a mulher começaram a agredir verbalmente a servidora pública, que trabalha na Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj). 

Paula acompanhava a apuração no bar, quando teria percebido a presença de eleitores de Bolsonaro armados dentro do estabelecimento e feito um video. O que teria provocado a reação agressiva dos suspeitos. Ela escapou porque um dos garçons do bar a escondeu dentro da cozinha. Paula foi submetida a uma cirurgia, passa bem, embora esteja ainda muito abalada psicologicamente. 

De acordo com laudo médico, ela sofreu diversas lesões pelo corpo: fratura em terço distal do rádio direito, hematoma periorbital esquerdo, múltiplos hematomas distribuídos pelo crânio, principalmente em região frontal e couro cabeludo, além de hematomas no braço esquerdo. 

Nesta quinta (11), a Fundaj divulgou nota repudiando a violência todo e qualquer ato de violência. A fundação pede que as autoridades policiais apurem a agressão sofrida pela servidora Paula Guerra e puna os envolvidos. 


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