partidos ameaçados 'Estamos discutindo tranquilamente', diz Marina sobre cláusula de barreira na Rede Além da Rede, outros 13 partidos perderão o direito de tempo de propaganda gratuita no rádio e na TV, e também não terão acesso ao fundo partidário

Por: AE

Publicado em: 11/10/2018 09:51 Atualizado em:

Foto: Wenderson Araújo
Foto: Wenderson Araújo
A candidata ao Planalto derrotada nestas eleições Marina Silva (Rede) disse que está discutindo de forma "tranquila" a cláusula de barreira que pode impedir sua sigla de receber uma fatia do fundo partidário a partir de 2019. 

"Ainda é muito cedo. Temos uma bancada relevante no Senado. Mas para deputado federal não conseguimos atravessar a cláusula de barreira. Estamos fazendo uma discussão tranquila. Nesse momento o que está nos preocupando é a situação difícil a que chegamos no segundo turno, disse, na madrugada desta quinta-feira (10), após reunião da executiva da legenda.

Na Câmara, a Rede elegeu apenas um deputado. No Senado, entretanto, conseguiu emplacar cinco parlamentares.

Os partidos têm direito a uma quantia anual usada para custeio. Neste ano, o montante geral destinados às siglas foi de R$ 888,7 milhões, conforme dados da Câmara. Além disso, sem o desempenho mínimo, as siglas também perdem o direito de tempo de propaganda gratuita no rádio e TV. Além da Rede, ficaram de fora por causa da cláusula de barreira: Patriotas, PHS, DC, PCdoB, PCB, PCO, PMB, PMN, PPL, PRP, PRTB, PSTU e PTC. 

A líder da Rede anunciou ainda que será oposição ao governo que virá, independentemente de quem vença o segundo turno das eleições. Marina desaconselhou seu eleitorado de votar em Jair Bolsonaro (PSL), mas não disse expressar apoio ao petista Fernando Haddad.


Os comentários abaixo não representam a opinião do jornal Diario de Pernambuco; a responsabilidade é do autor da mensagem.