OPERAÇÃO Em nova fase da Lava Jato, PF investiga corrupção em rodovias federais no Paraná Foram expedidos 73 mandatos de busca e apreensão e 19 mandados de prisão; Um dos alvos da prisão temporária é o empresário Luiz Abi Antoun, primo de Beto Richa

Por: AE

Por: Diario de Pernambuco

Publicado em: 26/09/2018 10:18 Atualizado em: 26/09/2018 10:33

Foto: Ana Zimmerman/RPC (Foto: Ana Zimmerman/RPC)
Foto: Ana Zimmerman/RPC
A Polícia Federal abriu nesta quarta-feira (26) a Operação Integração, 55ª fase da Lava Jato. Em nota, a PF informa que a investigação mira em casos de corrupção ligados aos procedimentos de concessão de rodovias federais no estado do Paraná que fazem parte do chamado Anel da Integração.

Foram expedidos 73 mandatos de busca e apreensão e 19 mandados de prisão - três prisões preventivas e 16 temporárias, nas cidades de Curitiba, Ponta Grossa, Irati, Maringá, Londrina e São Paulo. Um dos alvos de prisão temporária é o empresário Luiz Abi Antoun, primo do ex-governador Beto Richa (PSDB).

Os alvos das medidas são as seis concessionárias que administram o Anel de Integração do estado: Econorte, Ecovia, Ecocataratas, Rodonorte, Viapar e Caminhos do Paraná, além de intermediadores e agentes públicos corrompidos beneficiários de propinas.

A partir da deflagração da primeira fase da Operação Integração, com o avanço das investigação, a análise de todas as provas reunidas, os dados reunidos e acordos de colaboração premiada firmados por alguns investigados, foi possível identificar a existência de núcleos específicos e organizados que atuavam de forma criminosa para explorar e obter benefícios indevidos a partir dos contratos de concessão de rodovias federais no Paraná.

A PF identificou núcleos político (composto por altas autoridades do Governo do Paraná que agiam praticando atos de ofício em benefício das concessionárias e realizando influência política junto aos órgãos técnicos), técnico (agentes públicos com estreita ligação com as empresas contratadas, que atuavam na elaboração de aditivos contratuais fraudulentos, entre outras irregularidades) e empresarial (funcionários, diretores e presidentes das concessionárias que se organizavam para ratear o pagamento de propinas, propor aditivos com base em desequilíbrio econômico-financeiro fraudulento, entre outras irregularidades).

Os investigados responderão pelos crimes de corrupção ativa, corrupção passiva, fraude a licitações, lavagem de dinheiro e associação criminosa, dentre outros. Todos os presos na ação serão conduzidos à Superintendência da Polícia Federal em Curitiba, onde permanecerão à disposição do Juízo da 23ª Vara Federal.



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