justiça Delator diz que Richa recebeu R$ 500 milhões em propinas Richa é alvo da Operação Rádio Patrulha, do Ministério Público do Paraná, e também da 53ª fase da Lava Jato

Por: AE

Publicado em: 14/09/2018 09:02 Atualizado em: 14/09/2018 11:56

Foto: Orlando Kissner/ANPr
Foto: Orlando Kissner/ANPr
O empresário Antônio Celso Garcia, cuja delação levou ao mandado de busca e apreensão na residência do ex-governador do Paraná Beto Richa (PSDB), na terça-feira (11), disse ao jornal O Estado de S. Paulo que o tucano recebeu "entre R$ 400 milhões e R$ 500 milhões" em propina e caixa 2 em campanhas eleitorais.

Richa é alvo da Operação Rádio Patrulha, do Ministério Público do Paraná, e da Operação Piloto, 53ª fase Lava Jato. "Se for ver todas as coisas que estão investigando, se metade for verdade, eu diria que, fácil, (a propina) passaria de R$ 400 milhões, R$ 500 milhões", afirmou. A defesa de Richa não respondeu à reportagem. Na terça, informou que não havia tido acesso à investigação.

Entenda o caso 

Na terça-feira, o candidato ao Senado, foi alvo de um mandado de prisão. A ordem partiu do MP do Paraná. A ação foi deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) e faz parte da Operação Rádio Patrulha. A operação investiga supostos desvios de recursos públicos do Programa Patrulha do Campo, que cuida da manutenção de estradas rurais.

Além disso, no mesmo dia da sua prisão, a casa do ex-governador foi alvo de busca e apreensão pela Operação Piloto, da Lava Jato. No dia da prisão, a PF informou através de uma nota que a investigação mira suposto pagamento milionário de vantagem indevida, em 2014, pelo Setor de Operações Estruturadas do Grupo Odebrecht, o departamento de propina da empreiteira, para agentes públicos e privados no estado do Paraná. 


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