caso bolsonaro Agressor de Bolsonaro é transferido para presídio federal em Campo Grande Adélio estava provisoriamente no Centro de Remanejamento do Sistema Prisional (Ceresp), em Juiz de Fora, antes de ser transferido

Por: Agência Estado

Publicado em: 08/09/2018 14:48 Atualizado em:

O agressor assumiu o crime e disse que teria agido por contra própria e "em nome de Deus" (foto: Tomaz Silva/Agência Brasil)
O agressor assumiu o crime e disse que teria agido por contra própria e "em nome de Deus" (foto: Tomaz Silva/Agência Brasil)

Preso na tarde da última quinta-feira (6), após esfaquear o presidenciável do PSL, Jair Bolsonaro, Adélio Bispo de Oliveira foi transferido na manhã deste sábado (8) para um presídio federal de Campo Grande, no Mato Grosso do Sul. A definição foi dada pela juíza Patrícia Alencar Teixeira de Carvalho, da 2ª Vara Federal de Juiz de Fora, em audiência de custódia.

A informação foi confirmada pela equipe de plantão da sede da Polícia Federal, na cidade do interior de Minas Gerais, onde foi preso em flagrante e indiciado na Lei de Segurança Nacional pelo delegado responsável. 

A juíza federal decidiu na audiência à favor da manutenção da prisão de Adélio Bispo de Oliveira, convertendo de flagrante para preventiva. Após o ataque, o agressor, de 40 anos, foi prontamente levado para uma delegacia e, lá, assumiu o crime e disse que teria agido por contra própria e "em nome de Deus". 

Adélio estava provisoriamente no Centro de Remanejamento do Sistema Prisional (Ceresp), em Juiz de Fora, antes de ser transferido. A Lei de Segurança Nacional (n° 7.170) define, no artigo 20, os crimes contra a segurança nacional, a ordem política e social, inclui os crimes pela "prática de atentado pessoal ou atos de terrorismo, por inconformismo político ou para obtenção de fundos destinados à manutenção de organizações políticas clandestinas ou subversivas".

A transferência para um presídio federal foi a pedido da bancada do PSL, e teria tido aceitação de todas as partes na audiência de custódia, inclusive do Ministério Público e da defesa de Oliveira. Houve consenso de que a prisão em uma instituição federal seria uma forma de manter a segurança do acusado. 


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