Eleições 2018 Bolsonaro é esfaqueado em ato de campanha em Juiz de Fora Flávio Bolsonaro, filho do político, usou sua conta do twitter para dizer que o ferimento foi superficial

Publicado em: 06/09/2018 16:29 Atualizado em: 06/09/2018 18:37

O deputado federal e candidato à presidência da República, Jair Bolsonaro (PSL) foi esfaqueado durante um ato de campanha em Juiz de Fora, Minas Gerais. Bolsonaro estava sendo carregado nos ombros de um militante na rua Halfed quando foi atingido no abdômen por um homem identificado como Adélio Bispo de Oliveira. O agressor foi preso imediatamente e, na delegacia, confessou o ato. O candidato foi levado à Santa Casa e, depois de fazer um ultrassom, foi encaminhado ao bloco cirúrgico com lesões nos intestinos delgado e grosso. Não houve lesão hepática - como chegou a ser informado anteriormente. O hospital, entretanto, não divulgou nenhum boletim oficial sobre o estado de saúde.

Em seu perfil no Twitter, o filho do presidenciável, Carlos Bolsonaro - que é candidato ao senado no Rio de Janeiro - primeiro afirmou que o corte não era profundo, mas depois postou o seguinte: %u201CInfelizmente foi mais grave que esperávamos. A perfuração atingiu parte do fígado, do pulmão e da alça do intestino. Perdeu muito sangue, chegou no hospital com pressão de 10/3, quase morto... Seu estado agora parece estabilizado%u201D.

Durante a caminhada na cidade mineira, Bolsonaro contava com um forte esquema de segurança, incluindo policiais federais - um direito de todos os candidatos à presidência. Mesmo com uma espécie de cordão de isolamento, Adélio conseguiu atingir o deputado com uma faca de lâmina longa. Pessoas que acompanhavam o político imobilizaram e agrediram o autor do atentado que foi preso imediatamente pelos policiais federais.

Em sua perfil no Facebook, Adélio tem postagens confusas com ataques à políticos de direita e conspirações contra a maçonaria. Há críticas diretas a Jair Bolsonaro e uma foto em que ele participa de um evento pedindo a renúncia do presidente Michel Temer. O autor do atentado foi filiado ao PSol durante sete anos. A informação foi confirmada pelo presidente do partido, Juliano Medeiros.


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