Politica

Antes das urnas, a disputa aquece no tribunal eleitoral

Armando conseguiu o direito de se livrar da expressão 'Turma do Temer', mas Paulo reverteu a derrota

Em pouco menos de uma semana de exibição do guia eleitoral, as coligações da Frente Popular, do governador e candidato à reeleição Paulo Câmara (PSB), e Pernambuco Vai Mudar, liderado pelo senador Armando Monteiro (PTB), têm travado uma verdadeira batalha na Justiça Eleitoral. O embate começou logo no primeiro dia de veiculação da propaganda da TV e ontem mais um capítulo esquentou a disputa entre os candidatos. 

Pela manhã, a campanha de Armando levou a melhor com a decisão da desembargadora eleitoral Karina Amorim de proibir a coligação socialista de usar a expressão “Turma do Temer” para se referir ao palanque do petebista. Horas depois, o time de Paulo reverteu a situação em seu favor. O desembargador Vlademir Souza Carvalho acatou o mandado de segurança impetrado pela Frente Popular e revogou a proibição.

Na avaliação do desembargador, a liberdade de expressão não pode ser tolhida e, em uma campanha eleitoral, quando o clima fica acalorado, o Judiciário deve intervir quando sair do campo da legalidade e ofender diretamente o adversário. “A manifestação de expressão de candidato é um direito típico do cidadão em regime democrático”, ressaltou Vlademir Souza, considerando que “não ser inoportuna intervenção na disputa, acentuando para cada um o direito à liberdade de expressão”, mas sem tirar do Judiciário a responsabilidade de agir quando sair do campo da legalidade e ocorrer ofensa pessoal.

Ao entrar com a ação para retirar a expressão “Turma do Temer”, a coligação de Armando alegou que o petebista não tinha ligação com o presidente Temer e sempre esteve ao lado do ex-presidente Lula (PT) e da ex-presidente Dilma Rousseff (PT). “A Justiça foi muito clara ao dizer que Paulo veiculou uma propaganda incoerente, que não corresponde aos fatos. Armando jamais esteve ao lado de Temer. Pelo contrário, Armando sempre foi leal a Lula e votou contra o impeachment de Dilma”, salientou o coordenador jurídico da coligação Pernambuco Vai Mudar, Walber Agra.

O advogado da Frente Popular, Carlos Neves, rebateu o argumento dos adversários, enfatizando que não existe dúvida de que a expressão “Turma do Temer” é cabível. “Os dois candidatos ao Senado (Mendonça Filho/DEM e Bruno Araújo/PSDB) do palanque de Armando foram ministros no governo Temer. Eles tentam esconder isso, mas não têm como negar. Se o candidato Armando Monteiro não se sente parte deste contexto, deveria fazer parte de um palanque distinto”, frisou Neves.

Na guerra de liminares, no primeiro episódio, a Frente Popular contestou o uso da imagem editada do governador Paulo Câmara no guia de Armando Monteiro. O pedido foi acatado pela Justiça, que proibiu o petebista de exibir a propaganda. Em outra, os socialistas pediram a suspensão do uso da imagem de  Lula no guia do senador petebista. Nesse caso, a ação foi indeferida.

Guia 
Ontem, Armando destinou o tempo do guia eleitoral para falar de segurança. “Vamos fortalecer as polícias, investindo em tecnologia e inteligência. Nossa gestão vai implementar as patrulhas da segurança no interior, para devolver a tranquilidade às pessoas que moram fora dos grandes centros urbanos”, afirmou o candidato. Já Paulo gravou para o guia eleitoral em Petrolina e à noite participou da Prosa Política com o prefeito de Araçoiaba, Joamir  Alves. 

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