Pernambuco João Paulo e Geraldo Julio juntos na campanha de Paulo Câmara Prefeito do Recife participou, nessa quinta-feira (23), da inauguração do comitê do ex-prefeito João Paulo. O evento foi prestigiado por Manuela D´Ávila

Por: Cláudia Eloi - Diario de Pernambuco

Publicado em: 24/08/2018 08:48 Atualizado em: 24/08/2018 17:01

 (Foto: Andrea Rego Barros/PSB/Divulgação)
Escolhida como candidata a vice-presidência do país na chapa de Fernando Haddad (PT), caso o ex-presidente Lula (PT) seja impedido de disputar, a deputada estadual do PCdoB do Rio Grande do Sul, Manuela D'Ávila, pediu ontem no Recife que as pessoas fossem a voz de Lula nessa eleição, que saíssem em busca do voto porque segundo ela, o líder petista fez muito pelo país. “Estou junto nessa empreitada de falar por alguém que não pode se comunicar diretamente com povo. Lula não pediu apenas para que eu e o Haddad fôssemos os braços e as pernas dele, mas a voz dele, que cada brasileiro fosse a voz dele nessa eleição. Mesmo prendendo Lula eles não conseguiram fazer com ele perdesse nas pesquisas”, destacou.

O discurso de Manuela D'Ávila aconteceu durante a inauguração do comitê do ex-prefeito João Paulo (PCdoB). O evento contou com a presença do governador Paulo Câmara (PSB) e dos demais integrantes da Frente Popular. “Eles podem prender um ex-presidente, mas um sonho de um país melhor, um sonho não pode ser preso”, destacou.

Em meio aos discursos, o senador Humberto Costa (PT) colocou o prefeito do Recife, Geraldo Júlio (PSB) e o PSB numa “saia justa”. Adversários em campanhas passadas e agora no mesmo palanque, o prefeito elogiou João Paulo, enfatizando que o ex-petista era um homem honrado e o povo do Recife lhe daria uma bela vitória. Humberto começou seu discurso pedindo perdão a Geraldo pelo que falaria em seguida. “Me perdoe Geraldo. Você tem três anos para bater João Paulo, mas o maior prefeito que o Recife já teve foi João Paulo”, enfatizou.

João Paulo procurou amenizar o desconforto político. “Esse é o momento de reconstruir. Muitos não entendem porque o PT está com o PSB e em determinado momento eram adversários. Podemos divergir da forma de gerir e participar, mas precisamos pensar no poder como instrumento de melhorar a vida do povo”, disse.

O governador afirmou que o compromisso da Frente Popular era com o estado e o país. “Pernambuco tem que continuar a ser um polo de resistência. Por isso a nossa responsabilidade de falar para o povo que o Brasil só terá conquistas se Lula voltar a presidir o país. Não podemos deixar que a oposição que está aí, que defendem Temer queiram trazer a agenda do retrocesso para Pernambuco”, disse. 


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