Escolta Em BH, Bolsonaro diz que corre 'nível máximo' de morte e que vai polir palavras O candidato a presidente respondeu a sabatina de pastores evangélicos e, na saída, falou mais uma vez sobre o caso da funcionária fantasma

Por: Estado de Minas

Publicado em: 15/08/2018 13:42 Atualizado em: 15/08/2018 14:31

Bolsonaro disse que vai com escolta da PF até à padaria. Foto: Gladyston Rodrigues / EM / D.A. Press (Foto: Gladyston Rodrigues / EM / D.A. Press)
Bolsonaro disse que vai com escolta da PF até à padaria. Foto: Gladyston Rodrigues / EM / D.A. Press
Na véspera do início da campanha eleitoral oficial, o candidato a presidente Jair Bolsonaro (PSL) afirmou que anda com escolta de policiais federais até para ir na padaria por correr risco de morte no “nível máximo”. 

Mesmo assim, em meio ao relato da possível ameaça, demonstrou bom humor depois de participar de um encontro com pastores evangélicos em um hotel de Belo Horizonte, que foi fechado para a imprensa. Autor de diversas polêmicas por causa das palavras, o presidenciável afirmou que vai dar uma “seguradinha” no período em que tenta chegar ao Palácio do Planalto.

Bolsonaro disse que o carro que o conduziu ao local é da Polícia Federal e que está usando porque é lei. “Determinaram e eu, como bom capitão do Exército, cumpro. Vou na padaria com eles, porque, segundo um estudo que fizeram de um possível risco de morte aqui, o nível máximo sou eu”, afirmou.

O candidato afirmou não precisar de palanque para fazer campanha, por ser 'notícia', e brincou com os 15 segundos que terá no horário eleitoral de rádio e televisão. Tinha 8 segundos e passei a ter 15, era meio Enéias e passei a ser um. Já dá para dar um recado legal”. 

O candidato, que tem passado as últimas semanas dizendo que frases polêmicas pelas quais foi acusado de racismo e incitação ao estupro eram brincadeira, admitiu que vai mudar o tom dos discursos. Bolsonaro disse que vai dar uma 'seguradinha', mas que não vai “perder a alegria de contar piada”. 

Questionado se adotaria o estilo paz e amor, usado pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na primeira eleição que o petista chegou ao Planalto, Bolsonaro negou. “Não é paz e amor, vou continuar fazendo a mesma coisa, talvez polindo um pouco mais uma palavra ou outra.”

Ainda sobre a campanha, Bolsonaro afirmou que o ex-presidente Lula, que está em primeiro lugar nas pesquisas, e não é capaz de transferir tantos votos quanto pensa. “Voto não é propriedade de ninguém, é uma questão de consciência. Com Lula fora de combate muitos vão olhar para mim”, disse. O presidenciável acredita que a preferência pelo petista se diluirá. 

Bolsonaro falou mais uma vez sobre a demissão da funcionária Walderice Santos da Conceição, que se desligou de sua equipe sob acusação de ser fantasma e vender açaí em Angra dos Reis enquanto deveria estar prestando serviços ao deputado como contratada da Câmara. 

“Ela pediu demissão chorando e foi muito chato isso aí, mas podem ter certeza que vou arranjar algo não só para ela sendo presidente, vou arranjar para milhões de brasileiros”, disse. Bolsonaro voltou a negar que a funcionária fosse fantasma e se referiu ao episódio como um "tremendo furo" que descobriram dele.


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