ELEIÇÕES 2018 Marina revê propostas para união gay e Banco Central Além disso, a candidata faz a defesa das reformas política, tributária e da Previdência.

Por: Agência Estado

Publicado em: 15/08/2018 07:57 Atualizado em: 15/08/2018 08:00

Foto: Elza Fiuza/Agência Brasil
Foto: Elza Fiuza/Agência Brasil
A candidata da Rede à Presidência, Marina Silva, apresentou ontem o seu programa de governo ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), no qual propõe que o casamento civil de pessoas do mesmo sexo seja "protegido por lei". Ela também defende a autonomia do Banco Central (BC), e não mais a sua independência institucionalizada, proposta que constava no programa de 2014. Além disso, faz a defesa das reformas política, tributária e da Previdência.

Tanto a união gay quanto a independência do Banco Central foram pontos de controvérsia na campanha de Marina em 2014. No primeiro ponto, a então candidata do PSB foi alvo de ataques de lideranças evangélicas, como o Pastor Silas Malafaia. No segundo o PT a acusou de tirar o prato de comida da mesa dos brasileiros. 

Neste ano, Marina tomou o cuidado de revisar todos os trechos do documento, intitulado Brasil Justo, Ético, Próspero e Sustentável, segundo interlocutores da equipe. 

No trecho em que defende o casamento entre pessoas do mesmo sexo o texto ressalta que já foi autorizado pelo CNJ. "O Conselho Nacional de Justiça regulamentou a celebração de casamento civil de pessoas do mesmo sexo, através da Resolução 175/13. Acataremos a demanda de que os direitos decorrentes dessa decisão sejam protegidos por lei." 

Em 2014, um dia depois de divulgar o apoio ao tema em seu programa, e sofrer ataques de evangélicos, a campanha mudou o termo para "união civil". Marina é evangélica da Assembleia de Deus. Neste ano, o documento vai além e defende os mesmos direitos em casos de adoção para casais homossexuais e heterossexuais. 

A independência institucionalizada do BC era defendida pelo PSB em 2014 e, segundo Marina, foi "herdada" por ela após a morte de Eduardo Campos. Desta vez, a Rede coloca em suas diretrizes que é "necessário reafirmar o compromisso com a autonomia operacional do Banco Central em seu objetivo institucional de manter a estabilidade da moeda e conter a inflação". A presidenciável defende ainda manter o tripé macroeconômico - superávit primário, câmbio flutuante e regime de metas para a inflação. 

O documento de 61 páginas também é mais reformista que o de quatro anos atrás: defende mudança na Previdência, com o estabelecimento de uma idade mínima para aposentadorias; no sistema tributário, com substituição de cinco impostos por um; e a reforma política, já defendida em 2014, com o fim da reeleição mudanças nas regras do fundo eleitoral, criminalização do caixa 2 e a limitação do autofinanciamento. (COLABOROU CRISTIAN FAVARO) As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

fonte: Estadão Conteudo


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