Eleições 2018 Ciro critica participação de Haddad em debates na TV no lugar de Lula "Quem é o candidato do PT à Presidência? É o Lula. Por que é que o Haddad vai para os debates? Então o Bolsonaro pode mandar o general (Mourão). É cada uma...", disse o concorrente do PDT

Publicado em: 14/08/2018 13:44 Atualizado em:

Foto: José Cruz/Agência Brasil
Foto: José Cruz/Agência Brasil
O candidato do PDT à Presidência, Ciro Gomes, criticou nesta terça-feira a possibilidade do vice na chapa do PT, Fernando Haddad, participar dos debates entre presidenciáveis no lugar do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o candidato oficial do PT ao cargo. 

Lula está preso, após ter sido condenado no âmbito da Operação Lava Jato, e seu partido, o PT, tenta emplacar Haddad em seu lugar nas sabatinas e debates realizados pelas emissoras de televisão. 

"O PT é meu adversário", disse antes de ser questionado se concordava com a participação de Haddad nos debates televisivos, no lugar de Lula. "A nossa imprensa não ajuda porque olha só uma coisa: quem é o candidato do PT à Presidência? É o Lula. Por que é que o Haddad vai para os debates? Compreende o que eu estou dizendo? Isso depende de mim? Então o Bolsonaro pode mandar o general (Mourão). É cada uma...", disse Ciro. "Somos bastante amigos, o problema não é ele (Haddad), sou amigo do Alckmin também, o problema é o PT. O PT é muito fortemente responsável pelos problemas que estamos vivendo. Não foi o PT que escolheu Michel Temer? O PT escolheu Michel Temer", complementou.

Reajustes do STF

Ciro também criticou o Supremo Tribunal Federal (STF), que na semana passada aprovou uma proposta de reajuste para os salários dos próprios ministros. "É uma falta de respeito absoluta com o momento que estamos vivendo. "Eu vetaria", afirmou, caso vença o pleito e a medida seja aprovada também no Congresso Nacional.

SPC

O candidato do PDT também voltou a rebater críticas de que sua proposta de limpar o nome dos brasileiros no Serviço de Proteção ao Crédito (SPC) seria "rasa". Ciro tem defendido que o processo seria implantado por meio de negociações com os bancos públicos, como Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil. 

"Rasa é a imprensa que não consegue compreender coisa séria. Você acha que um ex-governador, ex-prefeito de capital, ex-ministro da Fazenda vai fazer uma proposta que não seja minimamente detalhada? O meu problema é que os meus adversários estão imitando tudo. A crítica, para mim, não é ruim, é bem-vinda", destacou o candidato. "Por exemplo, vem da crítica a necessidade de eu já anunciar que essa providência só vale para aqueles que tiverem com nome sujo até 20 de julho passado (2018). Foi a crítica que me fez perceber que é importante dizer que essa medida só vale para trás e não para frente, para não estimular ninguém a fazer crédito e depois não pagar de propósito", explicou.

fonte: Estadão Conteudo


Os comentários abaixo não representam a opinião do jornal Diario de Pernambuco; a responsabilidade é do autor da mensagem.