Eleições Proposta para acabar a cultura de 'fura-fila' na saúde do estado Ex-prefeito de Petrolina e candidato ao governo do estado pela Rede apresentou proposta para criar lista de transparência nos procedimentos cirúrgicos

Por: Aline Moura - Diario de Pernambuco

Publicado em: 10/08/2018 06:00 Atualizado em: 09/08/2018 20:14

"Queremos um estado menor para dentro e maior para fora. Chega de tantas secretarias de governo", disse o ex-prefeito. Foto reprodução Facebook.
"Queremos um estado menor para dentro e maior para fora. Chega de tantas secretarias de governo", disse o ex-prefeito. Foto reprodução Facebook.
Criar uma lista de transparência para realização de cirurgias foi a proposta apresentada, ontem, pelo ex-prefeito de Petrolina e candidato ao governo do estado pela Rede, Julio Lóssio (Rede). Para ele, a elaboração de um cadastro público de urgências cirúrgicas impediria que uma pessoa – com mais influência ou conhecimento - passasse na frente de outra ao usar os serviços de saúde oferecidos pelo estado. Para Lóssio, a iniciativa funcionaria como na central de transplantes e acabaria com interferências políticas. A medida beneficiaria quem está no topo da lista e esse paciente teria prioridade nos procedimentos médicos.


A lista da transparência visa eliminar o “jeitinho” e aquela a cultura do fura-fila. “Queremos fazer lista de transparência em procedimentos cirúrgicos porque algumas pessoas querem furar fila, muitas vezes utilizando a força política de um deputado ou de um vereador. Isso tira a crença das pessoas de que a saúde funciona através da porta de entrada, que é a unidade básica de saúde. Como isso acontece muito, o fluxo passa a ser extremamente perturbado e desacreditado”, explicou o candidato.


Julio Lóssio também se comprometeu, ontem, em reduzir para 10 o atual número de secretarias do estado. Ele disse que, quando foi prefeito de Petrolina, conseguiu cortar custos, evitar a burocracia e oferecer uma saúde diferenciada à população. “Nós teremos 10 secretarias, porque quando você botar numa mesa mais de dez pessoas vira comício. As empresas que funcionam bem funcionam com uma escala de no máximo 10 pessoas lideradas por alguém. A gente não consegue comandar mais de 10 pessoas”, declarou.





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