CORRIDA ELEITORAL Coordenadora estadual do MTST deve reforçar imagem plural do Pernambuco quer Mudar Lídia Brunes é a segunda candidata a senadora do bloco formado por PROS, Avante e PDT, reforçando compromisso da chapa com igualdade de gênero

Por: Sávio Gabriel - Diario de Pernambuco

Publicado em: 08/08/2018 08:32 Atualizado em:

Foto: Peu Ricardo / DP
Foto: Peu Ricardo / DP
A coordenadora estadual do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), Lídia Brunes (PROS), foi apresentada oficialmente ontem como segunda candidata ao Senado pela coligação Pernambuco Quer Mudar. Com isso, o bloco formado por PROS, Avante e PDT fechou oficialmente a chapa majoritária para as eleições deste ano. Com uma trajetória de 14 anos no MTST, a chegada da candidata deve aproximar o palanque de movimentos sociais espalhados pelo estado.

Nos discursos, os integrantes da chapa ressaltaram a representação social que a dirigente tem. “Estamos apresentando uma alternativa para o eleitor pernambucano. Uma demonstração disso é que nossa chapa não é a da política tradicional e estamos apresentando uma mulher guerreira, que nasce das lutas sociais e é conhecida de todos que têm sede de justiça”, destacou o candidato ao governo do estado, Maurício Rands (PROS). De acordo com ele, a presença de Lídia também reforça o compromisso do grupo com a igualdade de gênero. “São dois homens e duas mulheres na majoritária. É uma conquista de uma construção de quem tem compromisso com a igualdade de gênero”.
 
Candidato ao Senado, o deputado federal Silvio Costa (Avante) destacou que Pernambuco “vai eleger uma legítima representante dos problemas e dores sociais” e candidata ao Senado é a “mão da solidariedade e dos menos favorecidos”. “Eu quis andar Pernambuco com uma mulher guerreira que é a vereadora Marília Arraes (PT), mas arrancaram ela. Mas o destino colocou duas mulheres guerreiras na nossa chapa: Isabella de Roldão (PDT, candidata à vice) e Lídia Brunes”.

Nascida no Alto José do Pinho, na Zona Norte do Recife, a ativista social se filiou ao PROS há cerca de quatro meses. Até a segunda-feira, quando recebeu o convite para a segunda vaga ao Senado, ela pleiteava uma vaga na Assembleia Legislativa. “Precisamos de uma voz nossa, que possa defender a nossa classe social e nossas dores. Fui intimada e aceitei esse processo porque estava cansada de, ano após ano, os candidatos pegarem na nossa mão, entrarem nas nossas ocupações e em nossos espaços de diálogo para dizer que eram nossos deputados ou senadores”. 

Segundo Lídia, há muito tempo os movimentos sociais sofrem com o processo de serem procurados apenas durante as eleições. “Nós queremos o futuro. Não queremos esse presente que não dialoga com os movimentos sociais. Esse é um passo que a gente dá pela compreensão de que a luta é grande e a caminhada está aí para seguirmos juntos”.

Membro da coordenação nacional do MTST, a candidata tem assento dentro do comitê de habitação do Ministério Nacional das Cidades. A ativista social é técnica de enfermagem e cursa administração. Foi filiada ao PT por vários anos e se desligou do partido em 2016 por conta de divergências e falta de diálogo. Ela permaneceu na militância sem vínculo com nenhuma legenda até se filiar ao PROS.
 


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