plano de governo Bolsonaro afirma que vai retirar embaixada palestina do Brasil, caso ganhe O presidenciável do PSL diz que a representação diplomática não pode funcionar em Brasília porque a "Palestina não é um país"

Por: Correio Braziliense

Publicado em: 07/08/2018 20:20 Atualizado em: 07/08/2018 20:23

foto: Paula Rafiza/Esp. CB/D.A Press (foto: Paula Rafiza/Esp. CB/D.A Press)
foto: Paula Rafiza/Esp. CB/D.A Press
O candidato do PSL à Presidência, Jair Bolsonaro, afirmou nesta terça-feira (7), que, caso seja eleito, vai retirar a Embaixada da Palestina do Brasil. Para ele, a representação diplomática não pode existir em Brasília porque "a Palestina não é um país".

"A Palestina não sendo país, não teria embaixada aqui. ... Não pode fazer puxadinho, se não daqui a pouco vai ter uma representação das Farc aqui também", afirmou Bolsonaro, citando as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia, organização paramilitar que atuou por cinco décadas na guerrilha local e que chegou a um acordo de paz com o governo do país em 2016.

Ao citar as negociações feitas pelo gestão da ex-presidente Dilma Rousseff com os palestinos, Bolsonaro classificou o governo da região como "terrorista".
 
Mercosul 

"A Dilma negociou com a Palestina e não com o povo de lá. Você não negocia com terrorista, então, aquela embaixada do lado do (Palácio do) Planalto, ali não é área para isso", disse.

Questionado sobre como será sua atuação na política internacional, Bolsonaro afirmou que buscaria ampliar o diálogo com Israel, com os Estados Unidos e com a Europa. 

Ele afirmou também que é preciso "dar a devida estatura" ao Mercosul. "A gente não pode ser um país com o PIB do tamanho de quase toda a América Latina e ficar subordinado a eles", afirmou.




Os comentários abaixo não representam a opinião do jornal Diario de Pernambuco; a responsabilidade é do autor da mensagem.