ELEIÇÕES Kátia afrontou seu partido e lutou contra quadrilha de corruptos diz Ciro Gomes O presidente nacional do PDT, Carlos Lupi (SP), destacou o fato de Kátia ser mulher e representar o agronegócio, 'que sustenta o Brasil'

Por: Agência Estado

Publicado em: 06/08/2018 13:08 Atualizado em:

Foto: Marcello Casal Jr / Agência Brasil
Foto: Marcello Casal Jr / Agência Brasil
O candidato do PDT à Presidência da República, Ciro Gomes, ressaltou a postura da senadora Kátia Abreu (PDT-TO) durante o processo de impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT), ao anunciá-la nesta segunda-feira (6) oficialmente, como sua vice de chapa, na sede do partido, em Brasília. 

Segundo Ciro, Kátia enfrentou seu partido, na época o MDB, ao defender a ex-presidente Dilma Rousseff (PT), sua amiga pessoal. "Ela nos deu exemplo de força e compromisso com a democracia. Quando paga o preço por fidelidade, afronta seu partido, a quadrilha de corruptos que dominou a democracia e ajuda a defender o Brasil, resistindo contra o avanço das forças do golpe", disse o presidenciável.

O presidente nacional do partido, Carlos Lupi (SP), destacou o fato de Kátia ser mulher e representar o agronegócio, "que sustenta o Brasil". "Principalmente numa sociedade machista, onde a mulher é discriminada, e ainda mais na política. Uma mulher ser vitoriosa é fato raro", disse. Ele afirmou ainda ter a certeza de que Kátia será uma vice atuante.

A senadora e ex-ministra da Agricultura do governo Dilma, ressaltou qualidades de Ciro Gomes e disse que não é conhecido nada que "manche sua honra". Ela lamentou a falta de aliança com outros partidos, mas disse que está confiante com a vitória do PDT, mesmo isolado. "Serei uma vice disciplinada, pronta para atuar, mas sob seu (Ciro Gomes) comando", disse. 

Ao discursar, citando propostas de governo, Ciro voltou a falar sobre limpar o nome de brasileiros que estão com o "nome sujo", para estimular o consumo das famílias. Defendeu a necessidade de investimento industrial para estimular desenvolvimento do País e criticou a "falência das contas públicas". Citou também o imbróglio envolvendo pagamentos de bolsas Capes.



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