Terminal Ação tenta barrar privatização do Aeroporto do Recife no modelo de lotes Felipe Carreras entrou na Justiça por discordar da forma como o governo federal está encaminhando o processo de concessão

Publicado em: 11/07/2018 19:02 Atualizado em: 11/07/2018 19:43

Foto: Paulo Paiva/ArquivoDP
Foto: Paulo Paiva/ArquivoDP

O deputado federal pernambucano Felipe Carreras (PSB-PE) entrou, nesta quarta-feira (11), com uma ação na Justiça Federal com o intuito de barrar o processo de licitação no modelo proposto pelo Ministério dos Transportes. A intenção do parlamentar é a retirada do Recife do Bloco Nordeste para que o terminal seja concedido de forma individual.

De acordo com o deputado, a ação judicial tem como base as perdas que o terminal terá com este novo modelo. Os investimentos previstos estariam abaixo de outros aeroportos que possuem o mesmo perfil comercial. Enquanto o do Recife receberá R$ 854 milhões, o da Bahia, R$ 2,8 bilhões e ainda contará com uma nova pista. 

Além desta, Carreras entrou com uma segunda ação na Justiça para liberar o Aeroporto para receber novos voos e novas frequências, algo que não acontece desde o início de maio, quando a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) teria publicado uma portaria restringindo essas duas opções por questões de segurança que não estavam sendo cumpridas pela Infraero.

Para Felipe Carreras, o processo não tem lógica. "Quando o Aeroporto do Recife assume a liderança na movimentação de passageiros do Nordeste, cresce acima da média nacional desde 2015, entre outras conquistas, a Anac decide mudar o processo e diminuir consideravelmente os investimentos no terminal" afirmou o deputado.

Segundo ele, não houve nenhum estudo para confirmar que este é o melhor modelo a ser instalado. "Decidiram privilegiar outros estados, como Salvador e Ceará, em detrimento a Pernambuco, em uma manobra política e sem nenhum estudo. Foi uma decisão arbitrária e política em ano eleitoral”, ressaltou Carreras.

Aeroporto
Segundo dados ditos pelo deputado, no ano de 2017, sete milhões e oitocentos mil passageiros circularam pelo Aeroporto do Recife. O local deixou de atender a 14 destinos domésticos e passou para 31. Enquanto os voos internacionais passaram de quatro para 14 destinos.


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