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eleições Novo líder do PT acredita que Bolsonaro não terá fôlego para 2º turno De malas prontas para o PSL, Bolsonaro terá poucos recursos do partido para investir em sua campanha eleitoral.

Por: AE

Publicado em: 10/01/2018 21:37 Atualizado em:

Novo líder da bancada do PT na Câmara, Paulo Pimenta (RS) avalia que o deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ) não terá fôlego eleitoral para chegar ao segundo turno da eleição presidencial e disse que o principal adversário do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ainda não surgiu.

Em entrevista ao Broadcast Político, serviço de notícias em tempo real do Grupo Estado, Pimenta afirmou que Bolsonaro não é eleitoralmente "auto suficiente". "Ele tende a desidratar à medida em que ele seja chamado a falar", concluiu o petista. Para o deputado gaúcho, quanto mais Bolsonaro for instado a opinar na campanha eleitoral sobre os temas que vieram ao debate "mais vai se complicar".

Os petistas contam com a falta de estrutura partidária, a baixa capilaridade de Bolsonaro junto aos movimentos sociais e acreditam que a suposta "falta de conteúdo" do deputado fluminense falarão mais alto ao eleitorado.

Na avaliação de Pimenta, o candidato capaz de se contrapor a Lula ainda não se consolidou e os partidos que fazem oposição ao PT ainda "testam" seus nomes. O novo líder do PT na Câmara lembra que inicialmente o candidato mais forte era o tucano Aécio Neves (MG), mas após virar foco da Operação Lava Jato abriu espaço para nomes como o prefeito de São Paulo, João Doria Jr. (PSDB), cuja pré-candidatura não decolou, e agora o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin.

Como os tucanos não têm empolgado os partidos de centro, outros possíveis presidenciáveis estão sendo apresentados ao eleitorado como o apresentador Luciano Huck (sem partido), o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles (PSD), e mais recentemente o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ). "O adversário de Lula ainda não está definido", comentou o petista.

Otimismo
O PT avalia que o nome de Lula estará na urna eletrônica mesmo se sua candidatura ao Planalto for impugnada. A estratégia consiste em levar a campanha do ex-presidente até o último recurso judicial, se necessário no Supremo Tribunal Federal (STF).

Mesmo se o registro da candidatura for indeferido, Lula recorrerá ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) e, por fim, ao Supremo. Advogados constitucionalistas e especialistas em Direito Eleitoral consultados pela cúpula do PT asseguraram que, com essa tática, até a eleição de outubro ainda não haverá decisão final da Justiça sobre a possibilidade de o ex-presidente concorrer.

"Impugnado ou não, Lula estará na urna", disse o líder do PT na Câmara. O comando petista recebeu informações de que, na disputa de 2016, 145 candidatos foram eleitos prefeitos, mesmo sob impugnação. "Com ele eleito, ninguém vai lhe tirar o cargo. A pressão internacional será fortíssima."


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