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Corrupção Ministério Público diz que PMDB do Rio abrigava organização criminosa O MPF ofereceu denúncia contra os deputados do partido e outras 16 pessoas por corrupção e outros crimes

Por: Agência Brasil

Publicado em: 07/12/2017 14:30 Atualizado em: 07/12/2017 14:33

Um dos acusados pelo Ministério Público, Jorge Picciani, sendo preso. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
Um dos acusados pelo Ministério Público, Jorge Picciani, sendo preso. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Em denúncia oferecida ao Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF2) contra os deputados estaduais peemedebistas Jorge Picciani, Paulo Melo e Edson Albertassi, o Ministério Público Federal (MPF) afirma que as investigações até agora realizadas demonstraram a existência de uma “poderosa organização criminosa abrigada no seio do PMDB fluminense, que operou a partir de espaços institucionais conquistados pelo sistema eleitoral”.

O MPF ofereceu denúncia contra os deputados do PMDB e outras 16 pessoas por corrupção e outros crimes. Picciani, Melo e Albertassi estão presos na Cadeia Pública José Frederico Marques, em Benfica, na zona norte do Rio.

Os denunciados são investigados pela Operação Cadeia Velha, que apurou o pagamento de propina por parte de empresários ligados à Federação das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Rio de Janeiro (Fetranspor), entidade que reúne as empresas de ônibus do estado do Rio de Janeiro.

A denúncia aborda a atividade da organização em esquemas criminosos com empreiteiras e com a Fetranspor, sendo que “o dinheiro público sempre foi a causa motriz para as práticas ilícitas”. Segundo o MPF, os dois segmentos empresariais promoveram diversos atos de corrupção com vistas à obtenção de vantagens indevidas no Executivo estadual, no Tribunal de Contas e na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj).

Também foram denunciados Felipe Picciani, filho de Jorge Picciani, e os donos de empresas de ônibus Jacob Barata Filho e Lélis Marcos Teixeira, entre outros.

A defesa de Jacob Barata Filho informa que “não há qualquer evidência de distribuição ou recebimento de dinheiro ilícito em prol de qualquer agente público por parte do empresário”. Na segunda-feira (4/12), a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, recorreu ao Supremo Tribunal Federal (STF) para derrubar a decisão do ministro Gilmar Mendes que determinou, pela terceira vez, a soltura do empresário Jacob Barata Filho, na sexta-feira (1/12).



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