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articulação Em vídeo, Temer diz que trabalha para convencer deputados a votar pela reforma 'Tenho compromisso com o povo. Trabalho para convencer os companheiros do Congresso Nacional, que muito têm auxiliado o governo, a votar essa matéria pelo bem de todos', afirma o presidente

Por: AE

Publicado em: 01/12/2017 21:00 Atualizado em:

Michel Temer e o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia. Foto: Reprodução
Michel Temer e o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia. Foto: Reprodução
Em mensagem de vídeo gravada nesta sexta-feira, 1, e divulgada nas redes sociais do governo, o presidente Michel Temer revela que está empenhado em tentar convencer o Congresso a aprovar a reforma da Previdência. Reforçando a estratégia do governo de mostrar que a reforma combaterá os privilégios, Temer diz que "o que se busca é a igualdade de oportunidades, sem distinção entre servidores públicos e trabalhadores da iniciativa privada". "Tenho compromisso com o povo. Trabalho para convencer os companheiros do Congresso Nacional, que muito têm auxiliado o governo, a votar essa matéria pelo bem de todos", afirma.

Como tem feito em todos os seus discursos, Temer destacou que a economia está crescendo, a inflação e os juros caindo, que isso incentiva produção e o consumo, e resultado "da coragem de fazer as reformas necessárias". "Produzimos mais mudanças do que qualquer governo do passado recente. Estamos transformando o Brasil", diz o presidente, que completa: "Falta agora a reforma da Previdência, fundamental para garantir a continuidade desse crescimento que já está aí."

Empenhado pessoalmente em tentar convencer a base aliada da necessidade da reforma da Previdência, o presidente Michel Temer quer ouvir dos presidentes dos partidos no próximo domingo quais os pontos mais sensíveis nas bancadas para que durante a semana que vem consiga fazer um "pente-fino" no atendimento das demandas específicas.

O discurso do governo da necessidade da reforma tem sido repassado aos parlamentares neste trabalho de convencimento. Alguns saem do Planalto inclusive com tabelas e números para respaldar a defesa da reforma. Apesar do esforço, caso a estratégia não seja bem-sucedida, o Planalto já tem pronto o seu discurso de vacina. Como o próprio presidente já verbalizou em reunião pública no início de novembro - com ministros e diversos deputados da base -, caso a reforma seja derrotada quem perde é o País e o governo terá "feito a sua parte".

A avaliação do governo é que a grande resistência não é mais em relação a pontos da reforma. O grande desafio é vencer o dilema entre a convicção dos parlamentares de que medida é necessária e a conveniência política, diante do temor do impacto eleitoral. "Temos condição de ter os votos. É uma coisa certa? Não, não é. Mas é uma coisa possível de acontecer. Temos que trabalhar mais ou menos nessa direção", disse uma fonte do governo. O objetivo principal continua sendo a aprovação ainda este ano, embora a votação ficar para 2018 "possa vir a acontecer".

No vídeo, Temer diz que a reforma é "para o povo". "Porque combate privilégios e mantém os direitos de quem já se aposentou ou mesmo de quem já tem condições para aposentar-se", afirma. "Não muda nada para o trabalhador rural, nem para os mais pobres nem para os que dependem da assistência social", reforça.

Dados
O vídeo tem como mensagem inicial a tentativa de exaltar dados econômicos, como o resultado do PIB, divulgado nesta sexta, e exaltando o anúncio - já feito na semana passada de liberação de recursos para os municípios. "Começamos dezembro com boas notícias. Primeiro para os prefeitos e prefeitas do nosso país. Graças à melhoria dos resultados econômicos, estamos transferindo 2 bilhões de reais a mais para os municípios", diz. "Os prefeitos pagarão o 13º salário e poderão fechar as contas de 2017 com mais tranquilidade. Comemoramos também, aqui a notícia é para todos, o PIB positivo, que acaba de ser divulgado", completa.

O aceno aos prefeitos também é tido como parte da estratégia do governo no convencimento dos parlamentares pela Previdência, já que eles costumam dar respaldo às bancadas.

Temer diz que "o PIB é a soma de todas as riquezas produzidas pelo País, que é fruto do trabalho de todos os brasileiros" e que "os números mostram que recuperamos os investimentos". "É o primeiro resultado positivo depois de mais de três anos. E por que isto é importante? Porque quando os empresários investem, a economia aquece e surgem os empregos", afirma.

O presidente diz ainda que "fechar 2017 no positivo, deixando para trás a recessão" é uma "grande vitória".

Temer cita ainda os dados do desemprego. "Outra boa notícia é que o IBGE anunciou que o desemprego segue caindo. Pelo terceiro trimestre consecutivo temos bons resultados no mercado de trabalho. De agosto a outubro mais de 868 mil pessoas conseguiram um emprego. E o valor dos salários está, em média, 4 6% mais alto do que no ano passado. É mais renda mensal para todas as famílias", destaca.

No fim da sua mensagem, o presidente diz que "é hora dos brasileiros que acreditam no futuro entrarem em cena. Juntos construiremos uma nação melhor".


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