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Opinião Cláudio José Sá Leitão: País precisa renovar a classe política Cláudio José Sá Leitão é sócio da Sá Leitão Auditores e Consultores

Publicado em: 30/11/2017 08:14 Atualizado em:

Para alcançar o sucesso em qualquer atividade que praticamos, se faz necessário um grande esforço, combinado com aptidão e habilidade. Na política não é diferente. Para exercê-la com dignidade, algumas prerrogativas são essenciais, tais como: coragem para enfrentar e vencer as adversidades, simplicidade no trato com o público, paixão pela causa e vida pessoal coerente com as práticas que defende.

Dizem que o eleitor brasileiro tem memória curta. Para quem acompanha a política, sabe que não há nada mais desgastante para um político prometer uma coisa na campanha e não cumprí-la. É natural que o descumprimento da promessa, provoque nos eleitores um sentimento de traição. Vivemos um momento crucial, onde espera-se a retomada da economia, com a consequente melhora na arrecadação e diminuição dos juros. 

Com a expectativa de aquecimento do mercado de trabalho, o equilíbrio das despesas previdenciárias e o corte dos gastos orçamentários, vislumbra-se um possível equilíbrio na situação fiscal do país. O cenário para 2018 está se encaminhando para a eleição de políticos que façam o Brasil renascer politicamente e economicamente. A partir de 2019, espera-se um divisor de águas para o país, com reformas econômicas e tributárias abrangentes e com mais investimentos em infraestruturas. 

Para tanto, devemos evitar políticos populistas com propostas vazias e impossíveis de serem postas em prática, principalmente aqueles que se auto intitulam de “salvadores da pátria” ou se travestem de homens de negócios com discurso que põe em risco a democracia. Temos que ter em mente a busca pela renovação dos quadros políticos, com perfis competentes, sérios, firmes, ponderados e experientes, que façam as reformas estruturais, com base em ampla negociação e jamais recorra às negociatas e transações. 

Certamente, esse seja um dos caminho mais seguro para a implantação das políticas sociais mais agressivas, das quais o país tanto necessita, de forma a proporcionar uma melhor condição de bem-estar para a população brasileira. Bons políticos existem e continuarão sempre a existir. Cabe a nós, a tarefa de uma escolha mais cuidadosa. Podemos enxergar um bom indício naqueles que se dispõem ao diálogo aberto com a sociedade brasileira, nos que se entregam de corpo e alma a uma boa causa e nos que demonstram um sentido de responsabilidade pública. 

Por outro lado, fuja daqueles que são atraídos mais pelo brilho do poder, do que pela responsabilidade que traz consigo. Esses provavelmente se aproveitarão da posição para obter vantagens pessoais e o apoio necessário na adoção das medidas e na aprovação dos projetos, como, também, para o corte das despesas e da elevação dos tributos. Portanto, o empenho nesse desafio de renovação dos nossos representantes, na assembleia, câmara e senado, pode se tornar uma contribuição inestimável para retirar o Brasil dessa crise econômica, política e moral.


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