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abuso sexual Acusado de estupro, suplente de Cristovam Buarque teve ocorrência policial arquivada em 2011 Wilmar Lacerda (PT), se envolveu numa denúncia de abuso sexual de uma menina de 17 anos

Publicado em: 27/11/2017 19:53 Atualizado em:

Em meio a um projeto para se candidatar à Presidência da República, o senador Cristovam Buarque (PPS/DF) desistiu na semana passada de se licenciar do mandato porque o seu suplente, Wilmar Lacerda (PT), se envolveu numa denúncia de abuso sexual de uma menina de 17 anos. O petista foi indiciado pela 31ª DP (Planaltina) por favorecimento à prostituição.

O caso provocou muito constrangimento a Cristovam. Mas este não foi o primeiro episódio relacionado a Wilmar que chegou à Polícia Civil do DF. Em novembro de 2011, quando ele era secretário de Gestão Administrativa, uma garota de 18 anos, moradora de Buritis IV, bairro de Planaltina, relatou à Delegacia de Atendimento à Mulher (DEAM) ter sofrido possível abuso sexual numa quitinete no Lago Norte. A dúvida decorria do fato de que ela estaria alcoolizada e não se lembrava do que ocorreu.

Mas soube que manteve a relação sexual com Wilmar por duas amigas, de 16 e 23 anos, que estavam no local. Estudante de Enfermagem, a jovem contou que Wilmar e um funcionário da Secretaria de Saúde lhe telefonaram posteriormente para oferecer um estágio no GDF.

O caso foi arquivado sem abertura de inquérito, com base no laudo do Instituto de Medicina Legal (IML), que não apontou violência sexual, e no depoimento das amigas da garota. Na ocasião, Wilmar disse que o ato sexual foi consentido. À coluna, ele afirmou que, posteriormente, a moça voltou atrás e se retratou.

Sem inquérito
Sobre o caso, a Polícia Civil do DF informou, na última sexta-feira, que “os fatos foram apurados na DEAM (Delegacia de Atendimento à Mulher) e arquivados porque as investigações demonstraram se tratar de fato atípico (ou seja, não houve crime)”. Ainda segundo a Diretoria de Comunicação da Polícia Civil, não houve inquérito e as informações foram lançadas na ocorrência policial.

Wilmar: “armação política”
Chefe de gabinete da liderança do PT no Senado, Wilmar Lacerda disse que a denúncia de 2011 foi uma armação política totalmente investigada e esclarecida na época, sem nenhuma influência do governo. O caso chegou a ser noticiado antes das eleições de 2014 pelo policial militar aposentado João Dias, em seu blog. É ao PM que Wilmar atribui uma possível ingerência na denúncia relatada pela estudante, para constranger o governo de Agnelo Queiroz (PT).

Uma segunda opção para o mandato
Cristovam Buarque chegou a propor prévias no PPS para a escolha do candidato à Presidência, numa disputa com o apresentador Luciano Huck. Por isso, a licença do mandato no Senado seria uma forma de, com mais liberdade, buscar aliados. A denúncia contra Wilmar Lacerda atrapalhou esses planos e ainda o deixou numa situação desconfortável. A uma pessoa próxima, o senador disse que a melhor opção neste momento seria a renúncia de Wilmar Lacerda para que o segundo suplente, Roberto Wagner (PRB), assumisse o mandato em sua ausência.


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