• Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no Google Plus Enviar por whatsapp Enviar por e-mail Mais
Investigação PF mira presidente da Alerj Jorge Picciani e empresário Jacob Barata Segundo as investigações, o esquema criminoso mantido por servidores, políticos e órgãos fiscalizadores, entre outros agentes, teria movimentado cerca de R$ 260 milhões

Por: Correio Braziliense

Publicado em: 14/11/2017 07:12 Atualizado em:

Foto: AFP/Yasuyoshi Chiba
Foto: AFP/Yasuyoshi Chiba
A Polícia Federal (PF) deflagrou, nesta terça-feira (14/11), no Rio de Janeiro, a Operação Cadeia Velha, um desdobramento da Operação Lava-Jato. Entre os alvos estão o presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), Jorge Picciani; filhos do parlamentar; e um dos maiores empresários do setor do transporte público do Rio, Jacob Barata Filho.


Também há mandados de busca e apreensão na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), em imóveis ligados a Lélis Teixeira, ex-presidente da Federação das Empresas de Transportes de Passageiros do Estado do Rio de Janeiro (Fetranspor), e do deputado Paulo Mello, que também é alvo de condução coercitiva – quando a pessoa é levada para depor.

De acordo com as investigações, o esquema criminoso mantido por servidores, políticos e órgãos fiscalizadores, entre outros agentes, teria movimentado cerca de R$ 260 milhões. O ex-governador Sérgio Cabral (PMDB) teria recebido R$ 122,8 milhões em propina entre 2010 e 2016 – ele deixou o cargo em 2014.
Segundo a PF, a operação de hoje é um desdobramento da Ponto Final, que mira fraudes no setor de transporte do estado do Rio de Janeiro. A Ponto Final foi deflagrada em julho. Na ocasião, foram presos Jacob Barata, Lélis Teixeira, o ex-presidente do Departamento de Transportes Rodoviários do Rio (Detro), Rogério Onofre, além de outras dez pessoas envolvidas no esquema. Jacob Barata cumprie prisão domiciliar desde agosto.
Leia mais notícias em Política

A operação é baseada nos depoimentos, de delação premiada, de Jonas Lopes, ex-presidente do Tribunal de Contas do Estado e do doleiro Álvaro Novis.


Os comentários abaixo não representam a opinião do jornal Diario de Pernambuco; a responsabilidade é do autor da mensagem.