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Alianças Candidados não buscam apoio do planalto para 2018 Nenhum candidato bem colocado nas pesquisas, nem mesmo os possíveis integrantes da coalização governista, buscou apoio do Planalto

Por: Correio Braziliense

Publicado em: 05/11/2017 15:05 Atualizado em:

A menos de um ano das eleições presidenciais, nenhum dos pré-candidatos que aparecem nas pesquisas de intenção de voto segura a bandeira do governo. Os dois primeiros colocados – Luiz Inácio Lula da Silva e Jair Bolsonaro – situam-se nas extremidades esquerda e direita do campo político. O PSDB, que poderia ocupar esse espaço mais ao centro, tem como seu principal nome o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, que afastou-se do Planalto no julgamento da primeira denúncia contra o presidente Michel Temer. O DEM de Rodrigo Maia tem se estranhado com o PMDB na disputa por parlamentares. Ciro Gomes (PDT) é um crítico feroz do Executivo, assim como a ex-ministra do Meio Ambiente, Marina Silva.

O nome que poderia representar com mais clareza os interesses do governo oscila entre a postura de presidenciável, a disposição para ser vice e o silêncio de quem precisa concentrar-se em exercer o papel que lhe é determinado. O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, foi sondado pelo próprio partido, o PSD, como um nome para a disputa ao Planalto em 2018. Em encontro com empresários, afirmou que poderia ser um bom vice. Recuou em seguida para, dois dias depois, em entrevista para uma revista semanal, afirmar que tem perfil para suceder Temer.

A estratégia do Planalto, por enquanto, é cozinhar os mais assanhados para não desagregar a base. O esforço, segundo interlocutores diretos do presidente Temer, é para manter unida a coalizão PSDB-DEM-PP-PRB-PRB-PSD-PMDB até meados do ano que vem. “Se conseguirmos isso e esse grupo lançar um nome de consenso, esse nome chegará à disputa com muitas chances de vitória”, projetou um aliado do presidente.

“Esqueça o governo, esse jogo será jogado pelos partidos. Mas é bom lembrar que estamos na preliminar da partida preliminar. Só teremos uma clareza maior desse cenário daqui a seis meses, em fevereiro”, alertou o presidente nacional do DEM, senador José Agripino Maia (RN). “Até lá, por exemplo, teremos noção de como estará a reação da economia”, completou ele. “É com isso que o Planalto precisa se preocupar”, disse Agripino.

Os planos palacianos incluem a manutenção do PSDB na coalizão. O problema é que os tucanos estão em uma relação bipolar e tudo está pendente à espera do resultado do Congresso do partido, marcado para dezembro. “O PSDB precisa se distanciar para mostrar que é diferente do que está aí. Não discordamos das propostas econômicas, discordamos da atuação política. Se permanecermos na base, não conseguiremos ocupar esse espaço de alternativa de centro”, disse o deputado Daniel Coelho (PSDB-PE), que integra o grupo dos chamados cabeças-preta.

Valorização
Integrantes do mercado financeiro também acompanham de perto e identificam um movimento gravitacional em torno do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin. Para um grupo de investidores ouvidos pelo Correio, movimentos como os feitos pelo PSD de Gilberto Kassab, estimulando o nome de Meirelles, e do DEM, que flerta com Luciano Huck e sinaliza que poderá lançar Rodrigo Maia ou ACM Neto, são apenas gestos para valorizar o passe. “Inclusive para negociar uma vaga de vice, por exemplo”, disse um investidor.

“A manutenção da coalizão dos partidos da base é fundamental para garantir o andamento das matérias fundamentais no campo econômico e do ajuste fiscal em 2018. Acredito que esse conjunto de partidos marchará unido nas próximas eleições, inserindo uma candidatura de centro”, apostou o deputado Rogério Rosso (PSD-DF).

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