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Decisão STF decide que parlamentar não pode ser afastado sem aval do Congresso Após mais de 10h de votação, o julgamento foi finalizado em 6 votos a 5, em favor de haver aval do Congresso para afastamento de parlamentares

Por: Agência Brasil

Publicado em: 11/10/2017 21:35 Atualizado em: 11/10/2017 21:48

Votação foi encerrada na noite desta quarta-feira. Foto: Rosinei Coutinho/SCO/STF  (Votação foi encerrada na noite desta quarta-feira. Foto: Rosinei Coutinho/SCO/STF)
Votação foi encerrada na noite desta quarta-feira. Foto: Rosinei Coutinho/SCO/STF


A maioria dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta quarta-feira, que deputados e senadores não podem ser afastados do mandato por meio de medidas cautelares da Corte sem aval do Congresso. A conclusão foi definida com voto decisivo da presidente do STF, Cármen Lúcia. O julgamento foi finalizado em 6 votos a 5.

A decisão deverá ser aplicada no caso do senador Aécio Neves (PSDB-MG), que recorreu da medida adotada pela Primeira Turma, na última semana de setembro. Por 3 votos a 2, o colegiado determinou o afastamento dele do mandato e seu recolhimento noturno em casa. No entanto, a decisão não é automática, e ainda não foi definido como será decidida na Corte.

Apos cerca de 10 horas de julgamento, os ministros Edson Fachin, Luís Roberto Barroso, Rosa Weber, Luiz Fux e Celso de Mello votaram pela possibilidade de afastamento sem autorização da Câmara dos Deputados ou do Senado. Alexandre de Moraes, Dias Toffoli, Ricardo Lewandowski, Gilmar Mendes, Marco Aurélio e a presidente, Cármen Lúcia, votaram pela necessidade de aval do Legislativo.

A Corte julgou nesta tarde uma ação direta de inconstitucionalidade protocolada pelo PP e pelo PSC, que entendem que todas as medidas cautelares diversas da prisão previstas no Código de Processo Penal (CPP) precisam ser referendadas em 24 horas pela Câmara dos Deputados ou pelo Senado quando forem direcionadas a parlamentares. Entre as previsões está o afastamento temporária da função pública.  A ação foi protocolada no ano passado, após a decisão da Corte que afastou o ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) do mandato.


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