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Lava-Jato Presidente da JBS, Wesley Batista é preso pela Polícia Federal em São Paulo A ordem de prisão ocorre em investigação sobre uso de informações privilegiadas pelos irmãos Batista e empresas do grupo para lucrar no mercado financeiro antes de divulgação de gravações

Por: Correio Braziliense

Publicado em: 13/09/2017 08:54 Atualizado em:

A JBS e controladores teriam comprado cerca de U$ 1 bilhão às vésperas da divulgação da gravação. Foto: Folhapress
A JBS e controladores teriam comprado cerca de U$ 1 bilhão às vésperas da divulgação da gravação. Foto: Folhapress
Um dos donos da J&F e diretor presidente da JBS, Wesley Batista foi preso preventivamente na manhã desta quarta-feira (13/9) pela Polícia Federal (PF) em São Paulo, na segunda fase da Operação Tendão de Aquiles. A ordem de prisão, expedida pela 6ª Vara Federal Criminal de São Paulo a pedido da PF, ocorre por suspeitas de que Wesley Batista tenha usado informações privilegiadas para lucrar no mercado financeiro, no período da divulgação da delação premiada dos executivos do grupo. O irmão dele, Joesley Batista, que está em prisão temporária em Brasília, também é alvo de prisão preventiva na ação de hoje.

A PF também cumpriu dois mandados de busca e apreensão. A JBS e controladores teriam comprado cerca de U$ 1 bilhão às vésperas da divulgação da gravação e da venda de R$ 327 milhões em ações da JBS durante seis dias do mês de abril. As transações, conhecidas como "insider trading" ocorreram entre abril e 17 maio de 2017, data de divulgação de informações relacionadas a acordo de colaboração premiada firmado por ambos os presos e a Procuradoria Geral da República (PGR). 

A 1ª fase foi deflagrada em 9 de junho quando foram cumpridos três mandados de busca e apreensão e quatro mandados de condução coercitiva. “Após a deflagração da primeira fase da operação, com intensa cooperação institucional com a Comissão de Valores Mobiliários, policiais federais analisaram documentos, ouviram pessoas e realizaram perícias, trazendo aos autos elementos de prova que indicam o cometimento de crimes e apontam autoria aos dois dirigentes das mencionadas empresas”, disse a PF em nota.

Quando a denúncia foi protocolada na Justiça, a J&F afirmou, em nota, que tinha como política e prática “a utilização de instrumentos de proteção financeira visando, exclusivamente, minimizar os seus riscos cambiais e de commodities provenientes de sua dívida, recebíveis em dólar e de suas operações."

Encarcerados
O empresário Joesley Batista e o executivo da empresa Ricardo Saud foram presos no domingo (10/9), por decisão do relator da Operação Lava-Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin. Joesley também foi alvo de mandado de prisão da Justiça Federal de São Paulo. A prisão temporária, determinada pelo ministro Fachin, ocorre para garantir o andamento das investigações. 

No despacho, o magistrado apontou que existem indícios de que o acordo de delação premiada sofreu interferência do ex-procurador da República Marcello Miller, algo irregular. Ele destacou ainda que, “nos documentos apresentados pelo MPF, existem indícios suficientes de que os colaboradores (Joesley e Ricardo Saud) omitiram informações durante depoimentos” prestados no âmbito de um acordo de delação premiada. Apesar de ter sua prisão solicitada pelo Ministério Público Federal (MPF), Miller não foi detido. Para Fachin, faltam provas que atestem sua participação nos atos criminosos.


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