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Câmara Os 88 sinais de traição da base: confira como cada partido votou Placar da votação mostra que praticamente metade da bancada do PSDB votou pela abertura de processo contra Temer

Por: Correio Braziliense

Publicado em: 03/08/2017 08:43 Atualizado em: 03/08/2017 08:49

Em quarta-feira de plenário cheio, placar de 263 votos a favor de Temer frustrou as estimativas mais otimistas. Foto: Ed Alves/CB/D.A Press (Em quarta-feira de plenário cheio, placar de 263 votos a favor de Temer frustrou as estimativas mais otimistas. Foto: Ed Alves/CB/D.A Press)
Em quarta-feira de plenário cheio, placar de 263 votos a favor de Temer frustrou as estimativas mais otimistas. Foto: Ed Alves/CB/D.A Press

Os números da vitória do presidente Michel Temer no plenário da Câmara, na noite de ontem, são mais significativos do que o resultado em si. Enquanto os mais conservadores no Planalto esperavam pelo menos 280 votos favoráveis, os mais otimistas, como o deputado Beto Mansur (PRB-SP), estimavam mais de 300 sinalizações de apoio. O governo chegou a 263 votos e, agora, com o mapa dos votos na mão, poderá punir os traidores. Entre as legendas da base, 88 deputados votaram contra o presidente, desses, seis são do próprio PMDB, que ameaçou os parlamentares com perda de cargos, de espaços e até da expulsão do partido.

O racha no PSDB ficou explícito no placar. Dos 47 parlamentares, 22 votaram a favor do chefe do Executivo. O número corresponde a menos da metade dos deputados tucanos. Por outro lado, 21 votaram contra e outros quatro não participaram da sessão. Entre eles, a deputada Shéridan (RR) já declarava que não apoiaria Temer, e Eduardo Barbosa (MG) não compareceu à Câmara porque a mulher morreu.

O líder da bancada tucana, Ricardo Trípoli (PSDB-SP), que orientou os parlamentares a votarem pela admissibilidade da denúncia, afirmou não saber ainda como ficará a relação com Michel Temer. “A situação é individual para cada deputado. O partido tomou uma posição, mas nem todos a seguiram”, disse. Ainda segundo ele, nos ministérios, hoje ocupados por correligionários, também não há ingerência. “Não é assim que funciona. Quando se assume uma pasta, torna-se ministro. É com eles...”, concluiu.

Já o DEM, que nas últimas semanas sinalizava estar contra o governo, principalmente diante da possibilidade de o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), assumir a Presidência da República, orientou ontem em plenário o voto a favor do chefe do Executivo. A mudança de postura garantiu 23 votos favoráveis ao governo, dos 30 parlamentares presentes. Somente cinco se posicionaram pelo andamento das investigações, um não compareceu ao plenário e Maia, por questões regimentais, não votou.

Alheio às polêmicas, o presidente do PMDB, senador Romero Jucá (RR), comemorou o resultado. Conforme ele, superada a votação na Câmara, a agremiação continuará a trabalhar para que o governo de Michel Temer possa reconstruir o Brasil.” O PMDB parabeniza os deputados pela decisão madura, séria e comprometida com o Brasil. A partir de agora, avançaremos na transição com reformas estruturantes e ações para que o Brasil volte a ser um país onde as pessoas possam viver com esperança”, detalhou. Entretanto, ele não deixou claro que punições serão impostas aos parlamentares que votaram contra o chefe do Executivo.

Assim como no impeachment de Dilma Rousseff, a vitória de Temer acabou garantida com apoio de partidos do Centrão, sobretudo, do PP, do PR, do PTB e do PSD. Apesar das traições de 88 parlamentares da base, alguns deputados da oposição votaram a favor de Temer. Entre eles, um do PDT, um do PPS e um do PTdoB. Entre eles está o relator da reforma da Previdência, Arthur Maia (PPS-BA), que tem sido fiel ao Executivo e foi o único dos 10 integrantes da agremiação a apoiar o governo. Os outros nove se posicionaram a favor do avanço das investigações.

No caso do PP, dos 47 deputados, 37 votaram a favor de Temer, sete contra e três não estiveram no plenário ou se abstiveram. No PR, dos 40 parlamentares, 28 sinalizaram apoio ao chefe do Executivo, nove demonstraram apoio ao avanço das investigações e três se ausentaram da votação.





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