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Esquema Temer, Aécio e Moraes agiram juntos para barrar Lava-Jato, diz inquérito Senador tucano revelou tratativa ao empresário Joseley Batista, da JBS

Por: Diario de Pernambuco

Publicado em: 19/05/2017 15:01 Atualizado em: 19/05/2017 15:24

O presidente Michel Temer tentou parar a Lava Jato junto com o senador Aécio Neves (PSDB-MG) e o atual ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, segundo o inquérito aberto no STF. Em conversa com o empresário Joseley Batista, o senador relevou a tratativa de um esquema para direcionar delegados e paralisar o avanço da operação, aponta o documento. 

Ainda segundo o documento, Aécio disse: "O que vai acontecer agora, vai vir inquérito sobre uma porrada de gente, caralho, eles aqui são tão bunda mole, que eles não notaram o cara que vai distribuir os inquéritos para os delegados, você tem lá, sei lá, tem dois mil delegados na Polícia Federal, ai tem que escolher dez caras. O do Moreira, o que interessa a ele, sei lá, vai pro João, o do Aécio vai pro Zé. O outro filho da puta vai pro, foda-se, vai pro Marculino, nem isso conseguiram terminar, eu, o Alexandre e o Michel".

O inquérito também aponta que a tentativa de barrar a Operação Lava Jato não foi levada até o fim. "Verifica-se que Aécio Neves, em articulação, dentre outros, com o presidente Michel Temer, tem buscado impedir que as investigações da Lava Jato avancem, seja por meio de medidas legislativas, seja por meio de controle de indicação de delegados de polícia que conduzirão os inquéritos", afirmou o Procurador-Geral da República, Rodrigo Janot, que solicitou a abertura de um inquérito no Supremo para investigar o caso.

"Verificou-se que, por intermédio de sua irmã, Andrea Neves da Cunha, Aécio Neves solicitou propina para Joesley em pelo menos uma oportunidade, consistente no pagamento de R$ 2 milhões, acertado a ser efetivado em parcelas", disse. Após analisar a delação sobre o encontro entre Joesley e Temer em 7 de março, no Palácio do Jaburu, em Brasília, Janot afirmou que houve concordância do presidente com o pagamento de propina mensal para o ex-presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB), ficar calado.



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