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Câmara Pernambucanos não deixam cargos A notícia de renúncia de Bruno Araújo chegou a ser comemorada por militantes petistas nas redes sociais

Por: Aline Moura - Diario de Pernambuco

Publicado em: 19/05/2017 07:54 Atualizado em: 19/05/2017 08:09

Fotos: Marcello Casal Jr/ Agência Brasil; Agência Câmara/Divulgação; Marcelo Camargo/Agência Brasil e George Gianni/PSDB
Fotos: Marcello Casal Jr/ Agência Brasil; Agência Câmara/Divulgação; Marcelo Camargo/Agência Brasil e George Gianni/PSDB


Os quatro ministros da cota de Pernambuco no governo Michel Temer (PMDB) decidiram, ontem, permanecer nos cargos após o presidente dizer que não iria renunciar. Bruno Araújo (PSDB), que estaria com uma carta pronta para deixar a pasta de maior status social entre os cargos de primeiro escalão comandados pelo PSDB (Cidades), desistiu. O mesmo se repetiu com o ministro da Defesa, Raul Jungmann (PPS), que assistiu ao anúncio de Temer ao lado de comandantes do Exército e negou boatos de que deixaria a função. Os ministros Mendonça Filho (Educação) e Fernando Filho (Minas e Energia) silenciaram. 
Em meio à crise política em Brasília, o presidente nacional do PSB, Carlos Siqueira, cobrou que Fernando entregasse o cargo, mas o ministro não se manifestou. No início da noite de ontem, a assessoria do socialista divulgou normalmente sua agenda administrativa de hoje, destacando que ele cumpriria despachos internos. O ministro disse a aliados que sua indicação era fruto da articulação da bancada na Câmara, hoje dividida entre apoiar Temer e ficar na oposição. 

A notícia de renúncia de Bruno Araújo chegou a ser comemorada por militantes petistas nas redes sociais pelo fato de o tucano ter dado o 342º voto a favor do impeachment de Dilma Rousseff. Mendonça Filho seguiu a orientação partidária do DEM, e também decidiu não desembarcar do governo. Não houve respostas de Mendonça sobre sua futura decisão política. A postura de Raul Jungmann, por sua vez, causou racha no PPS. O presidente nacional do partido, Roberto Freire, foi o único ministro a entregar o cargo. Freire é do Recife, mas trilha sua carreira política em São Paulo e deixou a pasta de Cultura logo após o pronunciamento de Michel Temer. Freire tentou convencer o correligionário, mas Jungmann justificou que não poderia pedir exoneração para não causar instabilidade nas Forças Armadas, subordinadas à sua pasta.


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