• Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no Google Plus Enviar por whatsapp Enviar por e-mail Mais
Opinião Rogério A. Machado: Coaching é para pessoas bem-sucedidas!? "O objetivo, mais uma vez, é semelhante ao da terapia, com uma diferença fundamental: enquanto a terapia 'escavaca o passado', o coaching tem o foco voltado às (grandes) realizações futuras"

Por: Diario de Pernambuco

Publicado em: 04/08/2016 07:09 Atualizado em:

Por Rogério A. Machado
Coach certificado pela Sociedade Latino Americana de Coaching (SLAC) e MS pelo MIT

Até o final dos anos ‘70 do século passado, quem fazia terapia eram “executivos pirados” e “mulheres neuróticas” – mesmo que não fossem! Essa concepção mudou radicalmente a partir dos anos ‘80 e, atualmente, um adulto que ainda não fez algum “trabalho de grupo” ou mesmo uma terapia individual é uma pessoa, no mínimo, emocionalmente menos desenvolvida do que poderia ser.

Até o início deste século, ter um coach (ou fazer coaching) sofria de estigma semelhante. Atualmente, executivos, artistas, atletas e outras “celebridades” quase todos têm um coach (ou fazem coaching). O objetivo, mais uma vez, é semelhante ao da terapia, com uma diferença fundamental: enquanto a terapia “escavaca o passado”, o coaching tem o foco voltado às (grandes) realizações futuras (em geral, o futuro próximo ou de médio prazo).

Da mesma forma que, no passado, visando o seu desenvolvimento pessoal, muitas pessoas bem-sucedidas faziam terapia (individual ou de grupo; eu fiz ambas, inclusive “terapias alternativas”), hoje em dia a maioria das pessoas que fazem coaching são pessoas bem-sucedidas que buscam aumentar o seu autoconhecimento e a sua capacidade de relacionamento (e liderança) para, assim, pavimentar a estrada pessoal para as (grandes) realizações que visualizam em seu futuro.

Apesar de, definitivamente, o coaching ajudar pessoas bem-sucedidas de forma análoga à terapia – apesar de radicalmente diferente em suas abordagens – o coaching não é apenas para pessoas bem-sucedidas. Estas têm a vantagem de trazer ao coaching um nível elevado de autoconfiança e determinação, pontos que muitas vezes precisam ser trabalhados pelas pessoas que ainda buscam realizar de forma satisfatória o seu potencial de vida.

Por onde devo começar?

É simples! Ligue para um coach e marque uma conversa pessoal (sem ônus ou compromisso). Se você não gostar da conversa, diga-lhe apenas “Te ligo depois” (ou outra frase “delicada” de sua preferência) e esqueça. Se você gostar da conversa e se sentir bem com a pessoa do coach, siga em frente.

Evite agir como as pessoas que se intimidam ou preferem pensar “Eu não preciso disso” e deixam de usufruir dos benefícios que o coaching nos proporciona numa sociedade competitiva, complexa e, muitas vezes, de relacionamentos superficiais – como a que vivemos (e que está ficando mais competitiva, mais complexa e, me parece, também mais superficial).

Concluindo.

O coaching é um processo de ajuda não diretivo e, quase sempre, pessoal (pode também ser feito com casais, grupos e equipes). O coach é um profissional habilitado a praticar o coaching, e precisa ter a sua confiança como teria se fosse seu amigo (um chiste no meio é dizer que o coach é um “amigo contratado”). O objetivo do coaching é a realização do potencial do cliente, como pessoa e como profissional.


Os comentários abaixo não representam a opinião do jornal Diario de Pernambuco; a responsabilidade é do autor da mensagem.