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Memória política Comissão da Verdade apresenta retificação do atestado de óbito de Anatália Alves

Publicado em: 09/03/2015 10:08 Atualizado em: 09/03/2015 10:45

Os membros da Comissão da Verdade de Pernambuco apresentam, nesta segunda-feira (09), às 15h, a certidão de óbito retificada de Anatália Melo Alves. A sentença, proferida pela juíza de Paula Maria Malta do Rego, vem atender a solicitação de Luiz Alves Neto (viúvo), encaminhada através dos advogados que integram a Comissão à 11ª Vara de Família e Registro Civil da Capital. O pedido foi realizado em outubro do ano passado. O relatório de reavaliação do laudo pericial de nº 044/1973, assinado pelo perito criminal, José Zito Albino Pimentel aponta como causa morte asfixia por estrangulamento (homicídio).

No laudo pericial de 1973, constava asfixia por enforcamento (suicídio) da militante de esquerda. Anatália morreu em 22 de janeiro de 1973,  nas dependências da Departamento de Ordem Política e Social de Pernambuco (Dops-PE), na Rua da Aurora, no Centro do Recife. Na versão que perdurou por 42 anos, Anatália teria cometido o suicídio. Durante a solenidade, no Salão das Bandeiras, em comemoração ao Dia Internacional da Mulher, serão entregues  ao governador Paulo Câmara (PSB) e aos parentes de Anatália documentos resultantes do trabalho de investigação do colegiado.
Entenda o caso

Anatália Melo Alves  foi  sequestrada e presa em 17 de dezembro de 1972, às 17h, na cidade de Gravatá, junto com  Edmilson Vitorino de Lima e Severino Quirino de Miranda, este último já falecido, sendo levada para o DOI-CODI do IV Exército no Recife. Na unidade das Forças Armadas, foi submetida a todo tipo de abuso e violência, inclusive sexual. Após 26 dias do sequestro, já que  não havia registro da prisão,  Anatália foi encaminhada  para o DOPS quando teve oficializada a prisão no dia 13 de janeiro de 1973. De lá, não saiu com vida.



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