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Em Recife » Blitz petista em defesa do legado no Nordeste

Diario de Pernambuco

Publicação: 05/09/2014 10:38 Atualização: 05/09/2014 17:00

Foto: Rapha Oliveira/DP/D. A.Press (Rapha Oliveira/DP/D. A.Press)
Foto: Rapha Oliveira/DP/D. A.Press
O PT colocou seu principal líder na rua, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e fez uma blitz no Nordeste para evitar que Marina Silva (PSB), adversária de Dilma Rousseff à Presidência da República, avance na região onde o partido encontra seu maior porto seguro desde as eleições presidenciais de 2002. A visita a Pernambuco ontem fez parte dessa maratona. E a defesa do legado do governo petista no estado foi o principal mote dos discursos, tanto do cacique petista como da presidente Dilma Rousseff (PT), candidata à reeleição. Lula esteve em Petrolina, principal cidade do Sertão estadual, e em Brasília Teimosa, no Recife, que virou símbolo de combate à pobreza no seu primeiro governo.

A vinda a Pernambuco ajudou a reforçar o palanque do candidato ao Palácio do Campo das Princesas, Armando Monteiro Neto (PTB), e do postulante ao Senado, João Paulo (PT). Mas Lula deixou claro a sua dedicação com o projeto de Dilma. Ela ficou ao lado dele em praticamente todo o seu discurso. Lula levantou tanto os braços dela ao longo de aproximadamente 40 minutos que ele brincou: ela pode ficar com bursite.

No evento em Brasília Teimosa, Lula ironizou as declarações de Aécio Neves (PSDB) em entrevista ao Jornal da Globo, quando ele respondeu a todas as perguntas sobre a crise econômica falando que resolveria com “previsibilidade”. “Ele resolve tudo com previsibilidade. A única previsibilidade que ele tem é que ele está fora. Ele não foi capaz de prever isso”, declarou, referindo-se ao fato de Aécio estar em terceiro lugar nas pesquisas de intenções de voto.

A presidente Dilma Rousseff preocupou-se em provocar Marina Silva, sem citar o nome da principal adversária. Lembrou as dificuldades de fazer a água jorrar na Adutora do Pajeú, em Floresta, dizendo que a água saia barrenta para depois de algum tempo sair cristalina. E para conseguir isso era necessário ter persistência e paciência. Dilma se referiu ao fato de Marina mudar de partido três vezes e o próprio programa de governo de um dia para o outro. “Aqui estão pessoas que não mudam de lado, não viram a casaca, que dizem uma coisa hoje e outra amanhã”. Dilma também fez críticas indiretas à mudança de lado do PSB, ao frisar que Armando Monteiro não havia trocado de aliados.

Sem citar o nome do ex-governador Eduardo Campos, que faleceu no último dia 13 de agosto, Dilma mencionou uma frase semelhante à de Eduardo, que vem sendo usada por Marina, “Eu não vou desistir do Brasil”. “Eu acreditei no Brasil e não desisti dele mesmo quando fui presa e torturada, porque esse país é muito maior do que um bando de ditadores”, discursou, em Brasília Teimosa.

A presidente também disse que Lula foi o principal pernambucano a ensiná-la a amar o estado, terra natal do ex-presidente e onde o PT espera se recupera politicamente. Segundo números do Ibope e do Datafolha, de anteontem, a presidente tem 48% dos votos dessa região nordestina.

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