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Brasília Teimosa » Dilma e Lula defendem legado em Pernambuco e reforçam palanque de Armando

Cláudia Ferreira - Esp. para o Diario de Pernambuco

Publicação: 04/09/2014 23:39 Atualização: 04/09/2014 23:58

Foto: Paulo Paiva/DP/D. A Press
Foto: Paulo Paiva/DP/D. A Press


O atraso de duas horas não desanimou a multidão de militantes, que lotou a orla de Brasília Teimosa para prestigiar o comício da presidente Dilma Rousseff (PT), e do ex-presidente Lula na noite desta quinta-feira (5). A vinda da dupla para Pernambuco mostrou que o estado é estratégico no Nordeste e no país para garantir a vitória da e candidata à reeleição. O ato de campanha visou defender o legado das gestões petistas no estado e, assim, reforçar o palanque de Armando Monteiro (PTB), candidato ao Palácio do Campo das Princesas.

Lula inflamou a numerosa plateia ao comparar os 12 anos do PT na Presidência da República com as gestões anteriores, quando “tinha dinheiro para tudo, menos para o pobre”. “O povo pobre deste país não era levado em conta na hora que a elite ia fazer o orçamento da União, do estados e dos municípios. Agora o filho do pobre estuda na universidade, antes era privilégio da elite”, alegou. Assim, como Lula, Dilma bateu na tecla dos investimentos de seu governo e da gestão de seu antecessor em Pernambuco e reinvindicou a parternidade das obras federais no Estado. "Foi esse palanque que assegurou, primeiro, que a indústria automobilística viesse para Goiana, que a Refinaria para Ipojuca", exemplificou.

A paternidade das obras realizadas com recursos do governo federal no estado foi um dos principais pontos do discurso da presidente Dilma, usando o mesmo tom do aliado Lula. "A verdade vai vencer a mentira, a densinformação e a cara de pau, porque tem muita cara de pau. Aqui mesmo, em Pernambuco, quantas vezes, vocês escutaram, que a Transposição do São Francisco foi feita por uma pessoa só?", criticou. A presidente acrescentou que os investimentos realizados no estado nos últimos anos foram graças ao governo federal. "Foi esse palanque que assegurou, primeiro, que a indústria automobilística viesse para Goiana, que a Refinaria para Ipojuca", exemplificou.

Dilma elencou os principais programas do governo federal, como o Pronatec, o Bolsa Família, o Minha Casa, Minha Vida e o Prouni. Também falou sobre a crise financeira e fez muitas críticas aos adversários, em especial à candidata do PSB à Presidência, Marina Silva, e ao partido socialista. "A pessoa que muda de um dia para outro de posição não consegue fazer a água passar e nem ficar cristalina", disse. Ela fez uma analogia com as etapas da obra da Transposição do Rio São Francisco, que ela visitou em agosto ao lado Lula.

O senador e coordenador estadual da campanha da presidenciável, Humberto Costa (PT), o candidato a vice-governador Paulo Rubem Santiago (PDT), o postulante ao Senado João Paulo (PT) e o candidato ao Governo de Pernambuco Armando Monteiro (PTB) discursaram, nesta ordem, antes de Lula e Dilma no ato de campanha.

Discursos
Abrindo os trabalhos, Humberto Costa afirmou que o povo pernambucano não tem “o defeito da ingratidão” e que, por isso, não iria faltar com a presidente nestas eleições. “Quando olho essas pesquisas que dizem que Marina Silva está na frente de Dilma em Pernambuco, eu custo a acreditar. Eu dou um prêmio a quem achar um tijolo que Marina tenha colocado no estado de Pernambuco apesar de ter sido ministra de Lula”, bradou Humberto, aproveitando para criticar a adversária Marina Silva (PSB).

Paulo Rubem deu prosseguimento ao comício com várias críticas aos adversários. O pedetista questionou a proposta do candidato a governador Paulo Câmara (PSB) de elevar o salário dos professores da rede pública para R$ 4 mil. "Só sendo muita cara de pau. Eles não deram a mínima para os servidores das escolas, para o direito fundamental que é ter toda criança na escola, da creche ao ensino médio com escola de qualidade", afirmou.

Em seguida, João Paulo e Armando Monteiro afinaram o discurso de união entre PT e PT, negando uma suposta divisão na coligação. "Não existe a turma do PT e a do PTB. Não existe o projeto da eleição de Dilma e o projeto de eleição de Armando. Somos um único projeto. Nosso compromisso é garantir os avanços do Brasil", garantiu o candidato a governador.

O palco foi dividido em três partes, sendo os dois palcos laterais delimitados por uma espécie de cercado. Num deles estavam prefeitos de municípios pernambucanos e candidatos a deputado federal e estadual. O outro recebia os ministros do Desenvolvimento Agrário, Miguel Rossetto , da Integração Nacional, Francisco José Coelho Teixeira, da Secretaria de Comunicação Social, Thomas Trauman, além dos candidatos a primeira e segunda suplência no Senado, Isabel Cristina e Flávio Nóbrega, ambos petistas.

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