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Eleições » Após ser alvo em debate, Paulo Câmara ataca adversário em novo cara a cara Socialista tentou sair da berlinda e buscou taxar o adversário de ser incapaz de governar o estado

Thiago Neuenschwander - Diario de Pernambuco

Publicação: 04/09/2014 15:36 Atualização: 04/09/2014 16:07

Armando, Zé Gomes e Paulo Câmara participaram de novo debate em Caruaru (Leo Caldas/Divulgação)
Armando, Zé Gomes e Paulo Câmara participaram de novo debate em Caruaru

Um dia após ser o alvo preferido dos adversários no primeiro debate realizado entre os candidatos ao governo do estado, na Rádio Liberdade, em Caruaru, o candidato da Frente Popular, Paulo Câmara (PSB), tentou sair da berlinda e atacar seu principal oponente, o petebista Armando Monteiro. O novo encontro entre os dois e o concorrente do PSol, Zé Gomes, ocorreu na manhã desta quinta-feira (4), novamente na capital do Agreste, em debate realizado na Rádio Jornal de Caruaru.

Quando teve a palavra, o socialista buscou demonstrar que Armando não tinha experiência no setor público, não sendo credenciado, portanto, para governar o estado. "Administrei um orçamento de R$ 28 bilhões, num governo que teve aprovação da maioria dos pernambucanos, do Brasil e que foi premiado pela ONU. Transformei gasto ruim em despesa boa. Tenho experiência no setor público, o que me credenciou a ser candidato ao governo do estado. Você não tem experiência no setor público. Sua experiência é no setor privado. O que o credencia, com sua experiência no setor privado para ser governador de Pernambuco?", questionou Paulo Câmara.

Armando rebateu, afirmando que o candidato do PSB jamais disputou qualquer cargo eletivo e que não tem perfil de liderança. "Você é um servidor público, teve carreira dentro da máquina do estado. Você nunca teve, nunca foi experimentado na liderança... Você nunca disputou mandatos eletivos, você não tem perfil de liderança. A própria candidata Marina Silva (PSB) diz que desconfia muito dos perfis de candidatos gerentes, porque o que o que a liderança precisa é cuidar de governança e não apenas de gestão. Governança é visão estratégica e a capacidade também de monitorar os processos que são críticos", salientou o petebista.

Você votou em mim
O embate entre os dois prosseguiu com Armando falando de sua experiência como administrador do Sistema CNI/Sesi/Senai. Numa das passagens, o senador licenciado disse que sua trajetória sempre foi marcada pela via da eleição e que, por isso, foi merecedor do apoio do PSB nas eleições de 2010. Chegou a dizer que o próprio Paulo Câmara votou nele. O socialista não afirmou nem negou.

"Você falou de orçamento... Eu geri uma entidade que é o sistema CNI/Sesi/Senai, que tinha um orçamento consolidado da ordem de R$ 15 bilhões. A nossa gestão foi largamente aprovada, eu fui eleito e reeleito pelos meus pares. Eu fiz a minha carreira, minha trajetória pela via da eleição. Foi assim no sindicato, foi assim na Fiepe, foi assim na CNI e nos mandatos parlamentares que eu exerci. Sempre pelo voto e com votações expressivas, a ponto de ter merecido, Paulo, o apoio do seu partido. Eu acho até que você votou em mim em 2010, creio que sim, pois o seu partido me apoiou para ser candidato a senador e eu tive 3,2 milhões de votos dos pernambucanos. Portanto, eu tenho história, trajetória, que é algo que não se faz de maneira artificial. Evidentemente que é importante valorizar o servidor público, o servidor de carreira, a burocracia, mas Pernambuco precisa de liderança, de sentido de direção", disparou Armando.

Na tréplica, Paulo voltou a afirmar que era o mais capacitado para comandar os rumos do estado, por ter gerido três pastas importantes do governo Eduardo e por tê-lo ajudado na condução do crescimento de Pernambuco. "Fui responsável por fazer muito. Ajudei Eduardo a governar como secretário de três pastas importantes e isso me credenciou a ser candidato ao governo de Pernambuco. Liderança não é uma coisa que se herda, é uma coisa que se conquista. Liderança exige time, exige pessoas que sejam comprometidas com o futuro de Pernambuco. Pessoas que ajudaram Eduardo, que estão me ajudando, que vão me ajudar a governar, também com novos aliados que nós conquistamos. Na década de 90, eu presenciei debates de Armando na faculdade de Economia, onde ele já se apresentava como candidato. Projetos pessoais não vão fazer um Pernambuco melhor e sim um projeto coletivo", emendou o socialista.

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