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Relação » Atacado pela aliada, Collor ignora Dilma Collor tem feito questão de exaltar a necessidade de atuar em "sintonia" com o governo federal para garantir recursos e melhorias para Alagoas

Estado de Minas

Publicação: 04/09/2014 07:56 Atualização:

Collor apoia a presidente, mas terminou citado negativamente por ela. Foto: Waldemar barreto/Agência Senado  (Waldemar barreto/Agência Senado )
Collor apoia a presidente, mas terminou citado negativamente por ela. Foto: Waldemar barreto/Agência Senado
Atacado no programa eleitoral de Dilma Rousseff de terça-feira, o ex-presidente e senador Fernando Collor (PTB-AL) tem ignorado a presidente da República, de quem é aliado, em suas propagandas de TV. Candidato à reeleição ao Senado, Collor ainda não mencionou uma vez sequer o nome de Dilma nem veiculou uma imagem dela nos seis programas apresentados até agora. Mesmo assim, ele tem feito questão de exaltar a necessidade de atuar em “sintonia” com o governo federal para garantir recursos e melhorias para Alagoas.

No programa da TV de terça, a campanha de Dilma comparou a candidata do PSB à Presidência, Marina Silva, a Jânio Quadros e Collor, presidentes que tiveram problemas políticos para governar e não encerraram os mandatos, Jânio renunciou em 1961 e Collor sofreu processo de impeachment em 1992 pelo Congresso. Usando imagens de Jânio, a referência ao afastamento de Collor aparece num jornal da época –, a peça petista questionou a capacidade de Marina de reunir apoio político no Legislativo para governar. “Duas vezes na nossa história, o Brasil elegeu salvadores da pátria. Chefes do partido do eu sozinho. E a gente sabe como isso acabou. Sonhar é bom, mas eleição é hora de botar o pé no chão e voltar à realidade”, afirma o locutor.

 Nas propagandas, Collor também não tem feito qualquer referência a Dilma, a quem se aliou, mesmo com seu partido, o PTB, tendo decidido se coligar à campanha do tucano Aécio Neves. No último deles, que foi veiculado na segunda-feira, dia 1º, o ex-presidente destacou sua atuação para incluir o projeto do canal de irrigação do sertão no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), obra, segundo a propaganda, de 250 quilômetros de extensão em Alagoas, com custo final de R$ 1,5 bilhão. “Preocupado com o povo sertanejo, Fernando Collor pediu e foi atendido”, anunciou o locutor. O programa, então, veiculou um texto “Collor pediu e Lula acatou”, enquanto o narrador ressalta: “O ex-presidente Lula colocou a obra no PAC e o canal deslanchou.”

 O projeto do canal nasceu em 1991, quando Collor era presidente da República. O locutor do programa cita que, em 2013, foi inaugurada a primeira etapa do canal, com 65 quilômetros de extensão que pode irrigar até 6 mil hectares. Dilma participou da inauguração em 12 de março do ano passado e chegou a aparecer em fotografias com Collor. Mas o aliado não colocou a petista na propaganda da TV.

 Os cinco programas anteriores de Collor também passam ao largo de Dilma. Um deles, o terceiro, mostra o ex-presidente defendendo a “presença do governo federal no estado”, com a ampliação do programa Bolsa-Família e do Minha Casa, Minha Vida, dois carros-chefes da campanha à reeleição da presidente. No segundo programa, o próprio Collor afirma: “Alagoas não pode se isolar do país. Precisamos de pessoas sintonizadas com Brasília”.

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