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Pressão » Grupos da sociedade civil prometem cobrar promessas de presidenciáveis Propostas incluem o incentivo ao setor produtivo e a discussão de temas como aborto e casamento gay

Paulo de Tarso Lyra

Publicação: 04/09/2014 07:08 Atualização: 04/09/2014 07:27

O embate entre representantes do movimento LGBT e evangélicos no último fim de semana, que provocou mudanças no programa de governo de Marina Silva (PSB) e trouxe para o olho do furacão do debate os candidatos Dilma Rousseff (PT) e Aécio Neves (PSDB), está longe de ser uma exceção. A um mês das eleições presidenciais, será cada vez maior a pressão dos grupos sociais e econômicos para tentar emplacar teses e propostas nos programas de governo dos postulantes ao Palácio do Planalto. Sindicatos, empresários, religiosos e sociedade civil organizada vão se engalfinhar em um terreno que, nem sempre, deixa espaço para outros ocupantes.

O ex-presidente da Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Transexuais e Travestis (ABLGBT) Toni Reis disse que o trabalho dos simpatizantes do setor é defender as teses durante os 365 dias do ano em todos os partidos políticos. Ele garante que as legendas com postulantes ao Planalto têm núcleos LGBT. “Até no PSC, o mais homofóbico de todos”, completou. “É claro que, nesta reta final de campanha, precisamos ter um empenho redobrado para emplacar nossa pauta”, reconheceu ele.

Toni acrescentou que, se fosse para olhar apenas as reivindicações dos homossexuais, seria fácil pregar o voto em Luciana Genro (PSol). “Mas eu não sou só gay. Nós temos que ver o candidato que atenda nossas bandeiras e, também, tenha propostas para a educação, saúde e economia”, disse ele, eleitor de Dilma Rousseff e que comemorou as palavras da presidente a favor da criminalização da homofobia. “Tiramos a presidente do armário”, brincou.

Um dos principais expoentes da bancada evangélica na Câmara, Ronaldo Fonseca (PR-DF) afirmou que os religiosos vão defender propostas que valorizem as bandeiras que eles defendem, mais tradicionais e voltadas a um público mais conservador. Ele considera naturais os embates entre a comunidade gay e o pastor Silas Malafaia no último fim de semana. “Isso será cada vez mais frequente neste momento.”

Fonseca não vê a prevalência de algum candidato sobre o outro, embora Marina seja evangélica. “Sabemos que apanhamos muito do PT. Eles sabem que pisaram na bola conosco. Mas, agora, durante as eleições, o discurso de todos os candidatos passa a ser o mesmo”, comparou ele.

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