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Repercussão » Pesquisa representa "luto" para Aécio, diz especialista

AE

Publicação: 03/09/2014 21:16 Atualização:

A pesquisa Ibope divulgada nesta quarta-feira (3) representa "luto" para o candidato do PSDB à Presidência, Aécio Neves, e "alegria" para suas principais adversárias - Dilma Rousseff (PT) e Marina Silva (PSB) -, na avaliação da socióloga e especialista em pesquisas eleitorais Fátima Pacheco Jordão. "É difícil ver quem levou a melhor nessa pesquisa entre as duas. Nesse jogo, o único que perdeu foi o Aécio. Houve uma consolidação em torno do nome delas, aparentemente à custa de Aécio", afirmou, argumentando que, além da queda de quatro pontos porcentuais do tucano no primeiro turno, ele se distanciou de Dilma na simulação do segundo turno.

A socióloga destacou que Dilma e Marina cresceram juntas e se distanciaram de Aécio. "Se isso continuar ocorrendo de maneira horizontal, no território eleitoral total, provavelmente Aécio estará fora do segundo turno", afirmou. "Além disso, a pesquisa confirma o que se vinha vendo, de que acabou a possibilidade de Dilma ganhar no primeiro turno."

Fátima apontou ainda o fato de que o eleitor parece estar mais próximo do pleito e se definindo melhor entre os candidatos. "O eleitor começou a fixar sua escolha, já teve mais tempo para avaliar as opções", disse, acrescentando que Dilma e Marina subiram também no voto espontâneo e destacando a queda no índice de indecisos, de 8% para 5%.

A pesquisa Ibope mostrou empate técnico entre Dilma e Marina no primeiro turno. Dilma subiu de 34% para 37% e Marina foi de 29% para 33%. Aécio tem 15%, ante 19% na pesquisa anterior, da semana passada. Na pesquisa espontânea, em que não são apresentados os nomes dos candidatos, Dilma aparece com 31% das intenções de voto, seguida de Marina, com 25% e Aécio, com 11%.

Para Rafael Cortez, economista da Tendências Consultoria, os números da pesquisa expressam uma interrupção do ambiente eleitoral que favorecia o crescimento de Marina. "Marina precisa mostrar uma agenda propositiva mais estruturada para enfrentar a candidatura de Dilma, que continua competitiva", afirmou.

Cortez lembrou que a rejeição a Dilma caiu, passando de 36% para 31%. A de Marina oscilou de 10% para 12%. "Marina ainda é a favorita, por conta da baixa rejeição, mas precisa passar por testes de resiliência", afirmou. Para ele, o que se espera daqui para frente é uma disputa muito forte entre Dilma e Marina, cenário que cada vez mais parece provável para o segundo turno das eleições. Para o economista da Tendências, o fato de Dilma ter reduzido a rejeição é muito importante para o segundo turno.

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