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Propostas de governo » Pesquisador do Ipea diz que custo de R$ 150 bi inviabiliza metas de Marina

AE

Publicação: 03/09/2014 14:55 Atualização:

O pesquisador do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) Mansueto Almeida, um dos colaboradores do candidato Aécio Neves (PSDB), afirmou, nesta quarta-feira (3), que o programa de governo de Marina Silva (PSB) cria R$ 150 bilhões de metas sociais em quatro anos, as quais são impossíveis, segundo ele, de serem cumpridas.

Em teleconferência realizada pela GO Associados, Almeida citou as metas de aumentar o programa Bolsa Família para mais 10 milhões de pessoas, criar passe livre estudantil e mais 4 milhões de moradias no programa Minha Casa, Minha Vida em apenas quatro anos, além de obras de mobilidade.

"Quando somamos tudo, dá uma conta monstruosa de R$ 150 bilhões a mais e um aumento dos gastos de mais de 3 pontos do PIB (Produto Interno Bruto). As metas do programa do PSB não casam com a parte econômica, a responsabilidade fiscal e, apesar de a parte econômica ser espelhada no nosso programa, não vão cumprir as metas sociais", disse. "É impossível cumprir o que está no programa", completou o economista.

Almeida tratou com ironia as metas econômicas do programa apresentado por Marina, entre elas a retomada do tripé macroeconômico. Segundo o economista, o tripé com metas de inflação e de superávit primário, além de dólar flutuante, "foi apresentado por Armínio Fraga". Ex-presidente do Banco Central no governo do PSDB de Fernando Henrique Cardoso, Fraga integra a equipe econômica de Aécio e possivelmente será ministro da Fazenda caso o senador seja eleito. "Quando olho o programa de Marina, está lá: vamos fazer o que Armínio Fraga já fez. E como Armínio Fraga está na nossa equipe, fico com o original", brincou.

Almeida admitiu que há uma divergência entre os colaboradores da área econômica de Aécio se existe a necessidade de uma lei para a autonomia do BC, como proposta por Marina, mas considerou a questão como secundária caso Fraga seja o ministro da Fazenda. "A pressão por independência do BC é maior em outras candidaturas que no governo de Aécio. Com o Armínio Fraga, o BC seria independente operacional", afirmou.

O economista considerou, por fim, que o represamento dos preços administrados pelo governo é equivocado e que essa prática "jamais será feita pelo governo do PSDB", caso Aécio seja eleito. Segundo ele, parte dos reajustes de preços administrados no caso os da energia elétrica, já está definida em contrato e a questão dos combustíveis será avaliada após as eleições. "Não haverá represamento de preços no governo do PSDB e haverá uma fórmula clara de reajuste dos preços dos combustíveis. Isso será claro e deixará de ser problema na economia brasileira", concluiu.

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