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Ataques » Marina torna-se alvo de candidatos a presidência em horário eleitoral na TV Aécio Neves (PSDB) e Dilma Roussef (PT) usam espaço na televisão para críticas ao programa eleitoral da candidata do PSB. Falta de força política é principal ponto atacado

Grasielle Castro

Publicação: 03/09/2014 07:30 Atualização:

A presidente Dilma Rousseff (PT), que disputa a reeleição, e o senador Aécio Neves (PSDB) usaram a propaganda eleitoral para intensificar os ataques à candidata do PSB, Marina Silva. Na tentativa de desconstruir a imagem da ex-ministra, Dilma criticou as declarações da candidata sobre alianças políticas e chegou a compará-la com os ex-presidentes Jânio Quadros e Fernando Collor. Na linha de ataque, Aécio também insistiu no argumento de que Marina não tem força política. No fim do dia, a candidata do PSB rebateu os adversários.

A locução da propaganda de Dilma destacou que a base de Marina na Câmara só tem 33 deputados e que ela precisaria de, pelo menos, 129 para aprovar “um simples projeto de lei”. “Como ela vai conseguir esse apoio sem fazer acordos? Será que ela quer? Será que ela tem jeito para negociar? Duas vezes na nossa história o Brasil elegeu salvadores da pátria, chefes do partido do eu sozinho. E a gente sabe como isso acabou. Sonhar é bom, mas eleição é hora de colocar o pé no chão e voltar a realidade”, finaliza.

O candidato tucano também apelou para os argumentos sobre a força política de Marina. Aécio diz entender que quem vota na socialista quer mudanças, mas alegou que só isso não basta. “Eu respeito a Marina, ela é uma pessoa com boas intenções, mas, para mudar tudo que está errado, é preciso mais que isso. É preciso uma equipe sólida, ideias que já foram testadas e principalmente força política”, afirmou. O tucano ressaltou o fato de já ter lidado com pressões quando foi presidente da Câmara dos Deputados e governador de Minas Gerais. “Sem força política, a mudança que você quer, simplesmente não acontece”, enfatizou.

Experiência

Em São Paulo, após participar de uma sabatina, Marina rebateu os adversários, sem citá-los nominalmente. A candidata socialista disse que só quem nunca foi eleita poderia se parecer com Collor, em referência indireta à Dilma, que se elegeu presidente sem ter participado de outro pleito. “Fui vereadora, deputada, senadora por 16 anos, ministra do Meio Ambiente. Imagina se eu dissesse que uma pessoa que nunca foi eleita nem vereadora fosse eleita presidente do Brasil. Aí sim poderia parecer Collor de Mello”, disparou.

Em ataque indireto a Aécio, Marina disse achar “muito temerário esse negócio de andar de salto alto nomeando ministros antes de ser eleito”. “Se você sente uma certa insegurança do que está fazendo e dizendo, às vezes, você precisa fazer esse tipo de movimento, que é para dizer: ‘olha, eu sei que vocês têm uma certa insegurança comigo, mas o ministro vai ser fulano’”, acrescentou. Na semana passada, o tucano disse que indicaria o economista Arminio Fraga para o Ministério da Fazenda.

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